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Presidente palestiniano apela ao regresso dos muçulmanos à Esplanada das Mesquitas

Logótipo de O Jogo O Jogo 27/07/2017 Administrator

O presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmud Abbas, pediu hoje aos muçulmanos o fim dos protestos dos últimos 11 dias, depois de Israel retirar as medidas de segurança extraordinárias impostas em torno da Esplanada das Mesquitas em Jerusalém.

Abbas juntou a sua voz aos apelos das autoridades religiosas muçulmanas e instou os fiéis a voltarem a rezar na mesquita de Al-Aqsa, dentro do perímetro da Esplanada das Mesquitas, depois de Israel ter levantado todas as medidas de segurança extraordinárias impostas em meados de julho na sequência da morte de dois seguranças israelitas dentro do perímetro dos locais de culto.

A decisão israelita surgiu nas vésperas da sexta-feira, dia da semana em que os fiéis muçulmanos efetuam as tradicionais orações na Esplanada das Mesquitas.

"As orações terão lugar, com a ajuda de Deus, no interior da mesquita Al-Aqsa", afirmou o líder da Autoridade Palestiniana numa conferência de imprensa, pouco depois do anúncio das autoridades muçulmanas do fim do boicote às orações no perímetro.

"As autoridades religiosas muçulmanas em Jerusalém apelam aos palestinianos para entrarem em Al-Aqsa para fazerem as orações", começou por anunciar hoje um responsável do Waqf, organismo encarregado dos bens muçulmanos em Jerusalém, numa conferência de imprensa.

Milhares de palestinianos têm estado a rezar nas ruas em torno do templo, após apelos nesse sentido por parte dos líderes religiosos.

O fim das medidas de segurança motivou já manifestações de satisfação por parte do governo palestiniano de Gaza, o Hamas, que considerou a decisão "uma vitória histórica" da pressão islâmica.

"Hoje, o nosso povo celebra o fim dos 'portões' (medidas de segurança). Amanhã celebrará o fim da própria ocupação (isrealita)", afirmou Izzar Risheq, um responsável religioso do Hamas.

As tensões elevaram-se no local religioso após a instalação, por Israel, dos detetores a 16 de julho, à entrada do complexo religioso. As autoridades justificaram o dispositivo com o ataque de dia 14, em que dois polícias israelitas foram mortos, depois de os atacantes terem conseguido entrar lá dentro com armas.

No entanto, os palestinianos acreditam que foi uma tentativa de Israel reafirmar o seu controlo sobre o local.

O complexo, conhecido entre os muçulmanos como Santuário Nobre e entre os judeus como Monte do Templo, -- também comumente chamado de Esplanada das Mesquita -- é um dos locais mais disputados do mundo.

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