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Presidente turco desmente investigações a empresas alemãs presentes no país

Logótipo de O Jogo O Jogo 21/07/2017 Administrator

O Presidente da Turquia definiu hoje como "mentiras" as informações sobre alegadas investigações a empresas alemãs que manteriam relações com a confraria que Ancara acusa de ter fomentado o falhado golpe no verão de 2016.

"Convoquei hoje os serviços secretos, o ministro do Interior, para perguntar pessoalmente se existe alguma investigação judicial a empresas alemãs. A resposta foi que nenhuma empresa alemã foi investigada judicialmente. É tudo mentira", disse Erdogan.

As declarações de Erdogan coincidem com a mais recente decisão no ministério da Economia germânico, que hoje anunciou a suspensão da exportação de equipamento de Defesa para a Turquia.

"A vossa força não é suficiente para denegrir a Turquia, a vossa força não chega para nos amedrontar com esse género de coisas", disse o Presidente durante um ato público em Istambul, citado pelo diário Hurriyet.

Na quinta-feira, a associação de exportadores da Alemanha (BGA), um grupo que representa os exportadores alemães, tinha já referido que muitas empresas congelaram os seus investimentos na Turquia e recomendou, na atual situação, a suspensão de qualquer investimento no país.

Previamente, o jornal alemão Die Zeit tinha assegurado que o Governo turco entregou há semanas ao Gabinete federal de investigação criminal alemão (BKA) uma lista de entidades suspeitas de manter vínculos com o movimento do predicador Fethullah Gülen, que Ancara acusa de ter instigado o fracassado golpe de Estado militar de 15 de julho de 2016.

Entre as empresas mencionadas como suspeitas, mas sem qualquer alusão a investigações judiciais, incluem-se gigantes industriais como a Daimler ou a BASF, mas também empresas de pequena e média dimensão.

O primeiro-ministro turco, Binali Yildirim, também assegurou que a Turquia não pretende interditar empresas alemãs.

"Dizem que vamos proibir 68 empresas da Alemanha, é tudo mentira. Para mais, metade entre elas são empresas turcas", disse o chefe do Governo, também citado pelo Hurriyet.

"Estas declarações que tentam gerar preocupação entre os investidores que fazem aqui os seus negócios não tem sentido", acrescentou, antes de se dirigir às autoridades alemãs para "atuarem com mais calma" e que "tudo se pode resolver pelo diálogo".

No entanto, o tabloide germânico Bild assegurou hoje que Berlim congelou todas as exportações de material militar em direção à Turquia, um aliado da NATO.

A Alemanha optou por reagir com firmeza à recente confirmação da detenção de um grupo de defensores dos direitos humanos em Istambul, incluindo um cidadão alemão, e anunciou na quinta-feira uma reorientação da sua política, em particular no campo económico, face a um parceiro histórico.

Berlim emitiu ainda alerta de segurança aos seus cidadãos que pretendam viajar para o país euroasiático, e ameaçou interromper todos os investimentos programados.

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