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Primeiro-ministro abre residência oficial a exposições a partir de 05 de outubro

Logótipo de O Jogo O Jogo 07/09/2017 Administrator

O primeiro-ministro, António Costa, anunciou hoje, em Lisboa, que a partir de 05 de outubro abrirá a residência oficial, em São Bento, a exposições de arte contemporânea, e Serralves será a primeira entidade a mostrar ali a coleção.

O chefe do Governo falava na inauguração oficial da exposição "Joan Miró: Materialidade e Metamorfose", que abre ao público na sexta-feira, no Palácio Nacional da Ajuda, com 85 peças da Coleção Miró, que são mostradas na totalidade pela primeira vez.

Sublinhando que esta iniciativa inédita vai na linha do esforço do Governo de valorizar a área da cultura, António Costa acrescentou que, "a partir de 05 de outubro, todos os anos, a residência oficial irá receber exposições de arte", nos jardins e no seu interior.

A Coleção Miró, com 85 peças, que já foi exibida em Serralves, no Porto, onde ficou instalada em permanência, será mostrada a partir de hoje no Palácio Nacional da Ajuda, em Lisboa, onde ficará até 08 de janeiro.

Numa intervenção no final da visita à exposição, acompanhado pelo ministro da Cultura, Luís Filipe Castro Mendes, e o comissário da mostra, Robert Lubar Messeri, o primeiro-ministro sublinhou a cooperação da Fundação de Serralves para a realização desta exposição em Lisboa.

"O acolhimento da Coleção Miró em Serralves permitirá reforçar a sua dimensão internacional", avaliou o chefe do Governo, acrescentando que a decisão da Câmara Municipal do Porto de a colocar naquela fundação, em permanência, "foi feliz".

"A Fundação de Serralves tem uma maior valia cultural e é referência não só a nível nacional, mas também internacional", comentou António Costa, acrescentando que, para sublinhar essa relevância, decidiu abrir com aquela entidade uma nova parceria, para expor as suas obras em outubro, em Lisboa.

Nos anos seguintes, António Costa, quer continuar a abrir a residência oficial a outras entidades, incluindo privadas, para divulgaram as suas coleções de arte.

Ainda sobre a Coleção Miró, o primeiro-ministro recordou o movimento da sociedade civil que se levantou contra a saída da coleção do país, decidida pelo anterior Governo, em 2013, e que acabou por ficar em Portugal.

"Assim se mostra que, mesmo quando um banco vai à falência, aquilo que tem de valor é preservado".

António Costa também sublinhou, como outro exemplo, a decisão, anunciada hoje, pelo Governo, de adquirir os seis quadros da pintora Vieira da Silva à família Jorge de Brito, "garantindo que o património cultural público do país seja valorizado", permanecendo no museu da pintora, em Lisboa, onde já se encontravam em exposição permanente.

Por seu turno, também o ministro da Cultura, Luís Filipe Castro Mendes, salientou que esta exposição mostra "o culminar de um longo processo de regularização da sua incorporação no património nacional".

Concluindo que a história da Coleção Miró, proveniente do ex-Banco Português de Negócios (BPN), após a nacionalização, em 2008, "teve um final feliz", o ministro vincou que "esta será uma das maiores incorporações de bens artísticos nas coleções nacionais de que há memória, desde a implantação da República".

Intitulada "Joan Miró: Materialidade e Metamorfose", a exposição dedicada ao artista catalão foi apresentada pela primeira vez na Casa de Serralves, no Porto, de outubro de 2016 a junho deste ano, onde recebeu um total de 240.048 visitantes, segundo a DGPC e a Fundação de Serralves.

A coleção abarca um período de seis décadas da carreira de Joan Miró (1893-1983), de 1924 a 1981, debruçando-se de forma particular sobre a transformação das linguagens pictóricas que o artista começou a desenvolver nos anos 20 do século passado.

No final de setembro de 2016, a Câmara Municipal do Porto anunciou que aquela coleção de arte iria permanecer na Casa de Serralves, depois de o primeiro-ministro, António Costa, ter revelado que o seu destino permanente seria aquela cidade.

A coleção de Joan Miró, que ficou na posse do Estado Português após a nacionalização do antigo BPN, em 2008, reúne 85 obras, datadas de 1924 a 1981, nas quais se encontram desenhos e outras obras sobre papel, pinturas com suportes distintos, além de seis tapeçarias de 1973, uma escultura, colagens, uma obra da série "Telas queimadas" e várias pinturas murais.

Em março deste ano, o Governo anunciou que tinha chegado a acordo com a leiloeira Christie's para revogar o contrato de venda em leilão da coleção Joan Miró, cujo valor a obter se previa destinados a abater parte dos créditos do banco.

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