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Primeiro-ministro de Cabo Verde assegura que relações com Presidente "são muito boas"

Logótipo de O Jogo O Jogo 28/10/2017 Administrator

O primeiro-ministro cabo-verdiano, Ulisses Correia e Silva, assegurou hoje que as relações entre o Governo e o Presidente da República "são muito boas" e que "não existe qualquer problema" entre os palácios da Várzea e Plateau.

Ulisses Correia e Silva falava aos jornalistas à margem da sessão de encerramento do encontro de escritores da União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa (UCCLA) quando questionado sobre os 'recados' deixados esta semana pelo chefe de Estado cabo-verdiano, Jorge Carlos Fonseca.

O Presidente da República de Cabo Verde promoveu um almoço com jornalistas para assinalar a passagem do primeiro ano do seu segundo mandato, tendo-se mostrado cético quanto ao sucesso do Governo em colocar o país a crescer 7% até final do mandato.

Jorge Carlos Fonseca alertou também, e pela segunda vez no espaço de poucos meses, para a necessidade de maior concertação nas tomadas de posição em matéria de política externa.

Questionado sobre estas declarações, Ulisses Correia e Silva escusou-se a fazer comentários, mas assegurou que as relações entre os dois órgãos de soberania "são muito boas" e não registam qualquer problema.

"Não comento as intervenções do senhor Presidente da República, mormente as declarações na comunicação social. Tenho portas abertas de contacto com o Presidente da República. Não precisamos de intermediários. Falo com ele diretamente e exponho aquilo que acho", disse Ulisses Correia e Silva.

Por outro lado, o primeiro-ministro reafirmou a meta de crescimento do Governo.

"Estamos fortemente engajados, sabemos que não é fácil, mas estamos a trabalhar para conseguirmos de facto colocar Cabo Verde a crescer de uma forma robusta e a 7% em média anual", disse.

O atual executivo cabo-verdiano estabeleceu, ainda em campanha eleitoral, como meta para o crescimento económico do país 7% em média anual, tendo, entretanto, apontado a meta para o final do mandato em 2021, contrariado as previsões das instituições internacionais (FMI, BM) que estimam um crescimento a rondar os 4%.

Nas declarações feitas esta semana, o Presidente da República de Cabo Verde disse que Cabo Verde terá que "acelerar e correr muito" para alcançar 7% de crescimento económico, classificando a meta como "muito otimista", mas dificilmente atingível no mandato deste Governo.

"Se estamos em 3,8% (2016) e vamos para 5,5% (estimativa do governo para 2018), para chegarmos aos 7% em 2021 é preciso correr muito, acelerar muito, trabalhar muito e é, sobretudo, preciso mais rigor, mais disciplina. Sem rigor, não chegamos lá", afirmou.

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