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Primeiro-ministro de Cabo Verde quer urgência na investigação sobre manuais escolares

Logótipo de O Jogo O Jogo 28/10/2017 Administrator

O primeiro-ministro de Cabo Verde, Ulisses Correia e Silva, disse hoje que o seu Governo não pode estar sob suspeição e pediu urgência ao Ministério Público na investigação ao negócio dos manuais escolares.

"Esperamos e desejamos que a Procuradoria Geral da República possa acionar os mecanismos de investigação e que o faça o mais breve possível para que todas as suspeições sejam clarificadas. O Governo não poder ser colocado sobre situação de suspeição. Havendo denúncias, que se verifique, que se investigue e se apurem as responsabilidades", disse Ulisses Correia e Silva.

O maior partido da Oposição (PAICV) entregou, na sexta-feira, na Procuradoria Geral da República, uma queixa relativa ao negócio dos manuais escolares entre o Governo cabo-verdiano e uma empresa sueca, por considerar que foi feito de forma "pouco clara".

O chefe do Governo cabo-verdiano, que falava aos jornalistas, na cidade da Praia, adiantou ainda que o grupo parlamentar do seu partido (Movimento para a Democracia) irá avançar com um pedido de audição parlamentar à ministra da Educação.

"O MpD vai fazer uma audição parlamentar à ministra para esclarecer tudo e de preferência que seja uma audição aberta à comunicação social", disse Ulisses Correia e Silva, lembrando que o Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV) prometeu promover a audição e não o fez.

Os manuais escolares de matemática do 1.º e 2.º anos do 1.º ciclo estiveram envoltos em polémica, depois de terem sido detetados vários erros, que levaram o Governo a fazer a sua reimpressão.

O maior partido da oposição cabo-verdiana afirma que a primeira informação que teve é que os manuais foram doados, mas que posteriormente foi informado que afinal o Estado pagou mais de sete milhões de escudos (cerca de 63 mil euros) à empresa sueca.

"Entregámos (a queixa) à Procuradoria para averiguar se houve fuga ao fisco, se houve tentativa de ludibriar os cabo-verdianos e se há negócio obscuro entre o Estado de Cabo Verde e a empresa sueca", explicou o deputado José Sanches à imprensa, após entregar a queixa na secretaria da PGR.

José Sanches sublinhou que a preocupação do PAICV é "ainda maior" porque o Governo não esclarece se houve ou não concurso público, quais os critérios para escolha da empresa e não se conhece qualquer resolução do Conselho de Ministros para o negócio por ajuste direto.

Questionado sobre se foi donativo ou se houve pagamento, Ulisses Correia e Silva remeteu para as futuras conclusões da Procuradoria Geral da República nesta matéria e disse "não ter nada a recear" neste processo.

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