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Primeiro-ministro sueco afasta ministros devido a fuga de dados pessoais

Logótipo de O Jogo O Jogo 27/07/2017 Administrator

O primeiro-ministro sueco, Stefan Lofven, anunciou hoje o afastamento dos ministros do Interior e das Infraestruturas na sequência do escândalo relacionado com a fuga de dados pessoais na posse de organismos públicos.

O ministro do Interior, Anders Ygeman, que segundo a imprensa não informou atempadamente o chefe do governo sobre a existência das fugas de informações e dados pessoais que se encontravam sob a tutela do ministério, foi afastado, disse Stefan Lofven em conferência de imprensa.

Anna Johansson, ministra que tutelava a agência pública de transportes, visada pelo escândalo, também foi afastada.

Por enquanto, o ministro da Defesa, Peter Hultqvist, do governo de centro-esquerda, mantém-se em funções apesar dos protestos da oposição que iniciou na quarta-feira um processo de moção de censura contra o Executivo e visando os três ministros: Interior, Defesa e Infraestruturas.

Os partidos da oposição ainda não esclareceram, após o anúncio do chefe do governo, se vai propor a votação contra a destituição do ministro da Defesa, na próxima sessão do Parlamento de Estocolmo.

O primeiro-ministro, Stefan Lofven, não anunciou a realização de eleições legislativas antecipadas, ao contrário do que era esperado pelos comentadores políticos suecos, tendo confirmado a intenção de permanecer no cargo até ao final da legislatura (2014-2018).

"Não tenho a intenção de mergulhar a Suécia numa crise política" afirmou.

"Tenho várias alternativas e escolhi a melhor para o país" disse Lofven acrescentando que pretende enfrentar "os desafios" marcados pelas questões de segurança nos países bálticos; os efeitos da saída do Reino Unido da União Europeia e os compromissos do Executivo sobre reformas sociais e económicas para a Suécia.

Na origem da crise política está a decisão da Agência Pública de Transportes da Suécia de confiar os arquivos de cartas de condução a técnicos sem habilitações de segurança na República Checa e na Roménia, no âmbito de um contrato de prestação de serviços externos de informática.

A agência assinou, em abril de 2015, um acordo com a multinacional IBM, que subcontratou serviços checos e romenos.

Entre os documentos que poderão ter ficado comprometidos constam informações sobre pessoal militar, bem como dados sobre veículos e os planos de defesa e de emergência, informações sobre os portos, pontes, redes de caminho-de-ferro e estradas.

Segundo a imprensa sueca, a identidade de agentes dos serviços secretos e de outras pessoas que têm moradas ou identidades secretas podem ter ficado comprometidas com esta decisão.

O líder parlamentar dos liberais suecos, Jan Björklund, declarou, na quarta-feira, que este assunto "já é antigo", mas que foi tornado público apenas nas últimas semanas e "dá conta de uma grande ingenuidade na administração do Estado na Suécia".

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