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Principal partido da oposição são-tomense cria órgãos para preparar eleições

Logótipo de O Jogo O Jogo 23/07/2017 Administrator

Um Gabinete de Preparação e Seguimento das Eleições vai dirigir doravante as principais atividades do Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe - Partido Social Democrata (MLSTP-PSD), indica o partido em comunicado hoje divulgado.

O novo órgão do partido foi aprovado este sábado, em conselho nacional, será liderado por Jorge Amado, líder da bancada parlamentar e integra ainda Américo Barros, como vice-presidente, o empresário e antigo ministro da Educação Guilherme Otaviano, e Maria das Neves, líder da ala feminina do MLSTP-PSD e ex-candidata às presidenciais de 2014.

O conselho nacional do principal partido da oposição são-tomense decidiu igualmente "reajustar" o Gabinete de Estudo dos sociais-democratas e, no comunicado, "exorta todos os seus dirigentes, militantes, simpatizantes e amigos a unirem-se em torno destes objetivos para unir, consolidar e fortalecer o MLSTP-PSD para os próximos desafios políticos e eleitorais".

O presidente do MLSTP-PSD, Aurélio Martins, disse que estas duas se propostas destinam a "redinamizar as atividades do partido e alavancar a tão desejada unidade e coesão".

Fonte partidária reconhece, em declarações a Lusa, que a aprovação destes dois gabinetes "esvazia" de poderes o presidente do partido, Aurélio Martins, cujo mandato tem sido contestado por uma 'franja' de militantes que defendia a realização de um congresso para "clarificar a situação interna" desta formação política.

O comunicado indica, porém, que "os conselheiros convergiram de forma unânime e consensual sobre a necessidade de renovar a confiança na direção do partido".

De acordo com a mesma fonte, os dois órgãos vão trabalhar na preparação das eleições autárquicas, que deveriam ter lugar este ano, e nas legislativas previstas para 2018 e, consequentemente, definir a figura de primeiro-ministro, em caso de vitória nestas eleições.

Aurélio Martins congratula-se, no entanto, com o facto de o conselho nacional não ter aprovado a realização de um congresso que poderia "dividir e fragilizar" ainda mais o partido.

Louvou a "extinção formal" do Partido de Estabilidade e Progresso Social (PEPS), anunciada pelo seu ex-líder, Rafael Branco, no final da semana passada, que convidou, assim como a toda a sua equipa, a "reintegrarem-se nas fileiras do MLSTP, no âmbito da unidade e da coesão".

"As portas do partido estão abertas para todos os verdadeiros militantes, simpatizantes e amigos do MLSTP", disse Aurélio Martins, que anunciou, para a próxima semana, a realização de uma conferência sobre "Autarquias locais e novos desafios", com a presença de uma delegação do Partido Socialista de Portugal.

"Crianças, jovens e a adultos depositam em nós a esperança de devolver a São Tomé e Príncipe uma vida melhor, mais digna e honrada, onde o combate à pobreza, exclusão social e injustiça de toda espécie seja uma realidade", disse o presidente do MLSTP-PSD.

Referiu-se ao "descontentamento visível" que existe no seio da população e a "um acentuado aumento da miséria e da criminalidade", lamentando o facto de o primeiro-ministro, Patrice Trovoada, ter demonstrado "pouco sentimento patriótico e nacionalista".

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