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Produção petrolífera de Angola sobe em 2018 mas cai até 2021 - BMI Research

Logótipo de O Jogo O Jogo 16/08/2017 Administrator

A consultora BMI Research prevê que a produção de petróleo em Angola "cresça fortemente" no próximo ano, mas abrande até ao final da década devido aos poços esgotados e ao mau relacionamento entre a petrolífera estatal Sonangol e as companhias internacionais.

"A produção petrolífera em Angola estará estagnada em 2017, crescendo fortemente em 2018 com muitos projetos a entrar em funcionamento mas a partir de 2018 vai cair devido a um forte declínio dos poços em exploração e à falta de projetos novos que equilibram os declínios", escrevem os analistas desta consultora do Grupo Fitch.

"Com muitos projetos em fase anterior à Decisão Final de Investimento e uma forte presença das maiores companhias internacionais, os riscos à previsão da produção estão do lado superior, mas o mau relacionamento entre a Sonangol e estas petrolíferas colocam os projetos em perigo", acrescentam os analistas na análise trimestral ao petróleo e gás de Angola.

No relatório, a que a Lusa teve acesso, a BMI Research prevê uma produção de 1,747 milhões de barris diários este ano, o que representa um ligeiro aumento face aos 1,743 do ano passado, mas uma descida sobre os 1,814 milhões por dia bombeados em 2015.

No próximo ano, a estimativa da BMI aponta para uma produção de 1,861 milhões de barris, descendo depois em 2019 para 1,820 em 2019 e para 1,739 e 1,662 milhões até 2021.

Na análise que fazem aos pontos fortes do maior produtor de petróleo na África subsaariana, a par da Nigéria, a BMI aponta a tradição de décadas na exploração petrolífera no país, o forte potencial de exploração no pré-sal e um regime fiscal e de licenças estável.

Para além destes pontos positivos, a BMI Research nota também um grande número de projetos em desenvolvimento e as intenções do Governo em termos de monetização dos recursos do gás, a que se junta a previsão de forte subida no consumo de petróleo e gás no país.

Por outro lado, os analistas alertam para a "praga da corrupção de alto nível que torna o ambiente empresarial desafiante e a forte presença da Sonangol na indústria petrolífera que opera no país, apontando ainda como pontos negativos do setor as fracas receitas da exportação devido à queda dos preços e a deterioração das relações entre a empresa estatal e as petrolíferas internacionais.

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