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Professores angolanos defendem progressão de carreiras

Logótipo de O Jogo O Jogo 22/07/2017 Administrator

A Federação dos Sindicatos de Educação de Angola defende que a inexistência de um princípio de progressão horizontal de carreiras no país, tem levado a que muitos docentes se reformem apenas "com a categoria de auxiliar".

A posição foi assumida pelo vice-presidente daquela federação, Adriano dos Santos, acrescentando que a aplicação de um princípio de progressão vai ainda evitar alguns dissabores atuais: "O meu aluno ganhar mais que eu, professor, ou do meu aluno me encontrar na mesma categoria".

"Neste momento, toda a função pública está na classe A da reconversão geral de carreiras. Nós, da especialidade professores, enfermeiros, os demais funcionários públicos estamos na classe A. Isto não resolve o problema das categorias de promoções", disse ainda Adriano dos Santos, numa conferência realizada sexta-feira, em Luanda.

Para Adriano dos Santos, é altura de o Governo angolano tomar a decisão e avançar para o processo de progressão horizontal nas carreiras.

"Ou seja passarmos de classe A para as classes B e C. A implementação dessas duas classes afigura-se muito importante", observou.

De acordo com o vice-presidente da Federação dos Sindicatos de Educação de Angola, o processo de reconversão da carreira docente no país decorreu de 2008 a 2010, e previa já a reconversão nas três classes, mas que ficou apenas pela primeira.

"São novos pensamentos por nós refletidos e que vamos fazer vincar junto do Ministério da Educação e de forma indireta ao Governo angolano", asseverou.

"Se o Ministério do Trabalho aplicasse este princípio de progressão de carreiras de forma horizontal acabaria com esse fenómeno que tem estado a prejudicar muitos docentes", concluiu Adriano dos Santos.

Os professores angolanos lamentaram na sexta-feira que as propostas que apresentaram de revisão ao estatuto da carreira docente não tenham sido consideradas pelo Ministério da Educação, como o subsídio de docência e promoções na carreira, pedindo nova reformulação.

Na ocasião, os docentes reiteraram a pretensão de voltarem a paralisar as aulas no ensino geral, no final deste mês.

Os professores angolanos afirmam aguardar desde 2013 por respostas do Ministério da Educação e das direções provinciais de Educação ao seu caderno reivindicativo, nomeadamente sobre aumentos salariais, promoções e redução de carga horária, mas "nem sequer 10% das reclamações foram atendidas".

O ano letivo 2017 em Angola começou a 01 de fevereiro e decorre até 15 de dezembro.

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