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Professores angolanos esperam acordo com Governo este ano

Logótipo de O Jogo O Jogo 21/07/2017 Administrator

A secretária-geral do Sindicato Nacional dos Professores angolanos (Sinprof), Hermínia do Nascimento, afirmou hoje que ainda é possível um entendimento com o Governo este ano sobre as principais reivindicações da classe.

"É nossa pretensão que ainda esse ano tenhamos o nosso estatuto aprovado e implementado, mas é necessário que os sindicatos estejam sempre atentos, porque já vivemos situações de subsídios que foram aprovados e nunca foram implementados", disse Hermínia do Nascimento.

Em conferência de imprensa em Luanda, para apresentação da nota de protesto contra a não inclusão das propostas de revisão dos sindicatos no novo estatuto da carreira docente, a sindicalista disse acreditar na resposta a várias reivindicações da classe, que já levaram a duas greves, em março e abril.

A Lusa noticiou na quarta-feira que o ministro da Educação de Angola garantiu que as reivindicações dos professores serão solucionadas, mas não se comprometeu com datas, quando está em cima da mesa uma nova greve no ensino geral.

"Não é uma questão deste ano ou no próximo, é um desiderato para todo o momento. A preocupação é alcançar a satisfação e a cada momento de acordo com o que está disponível e que está à altura da nação", disse o ministro Pinda Simão.

"Tal como o Estado angolano sempre encontrou soluções para os problemas que preocupam os cidadãos", acrescentou.

Questionado pela agência Lusa, Pinda Simão recusou comentar o aviso do Sinprof, que pretende avançar com uma terceira fase da greve no ensino geral no final deste mês, dizendo antes que o Governo "não está a negociar" e sim "a trabalhar com os professores na criação de condições que acomodem melhor os que estão no sistema".

Reagindo às declarações do ministro da Educação de Angola, o secretário-geral do Sindicato dos Professores e Técnicos do Ensino não Universitário (Sinptenu), Zacarias Jeremias, apelou a uma maior sensibilidade do Governo.

"Estamos a trabalhar juntos sim, mas quando alguém diz que estamos a trabalhar juntos devemos respeitar a opinião do outro, apelamos a maior sensibilidade dos nossos dirigentes", disse.

Os professores angolanos afirmam aguardar desde 2013 por respostas do Ministério da Educação e das direções provinciais de Educação ao seu caderno reivindicativo, nomeadamente sobre aumentos salariais, promoções e redução de carga horária, mas "nem sequer 10% das reclamações foram atendidas".

No sábado passado, os professores angolanos assumiram a disposição para avançarem para nova greve nacional no ensino geral, por considerarem que os resultados obtidos nas negociações com o Governo "foram apenas morais".

O ano letivo de 2017 em Angola começou a 01 de fevereiro e decorre até 15 de dezembro.

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