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Programa Alimentar Mundial quer Moçambique mais resistente às mudanças climáticas

Logótipo de O Jogo O Jogo 13/09/2017 Administrator

O Programa Alimentar Mundial (PAM) das Nações Unidas vai investir mais na prontidão dos moçambicanos para enfrentar secas e outras consequências das alterações climáticas, anunciou hoje a diretora nacional em Maputo.

"Com as mudanças climáticas, os casos de desastres têm tendência para aumentar e ser menos previsíveis. Por isso é que uma das prioridades para nós é o trabalho na área da resiliência", referiu à Lusa Karin Manente, diretora nacional do PAM em Moçambique.

"As mudanças climáticas têm tendência para aumentar e há um impacto direto na segurança alimentar das comunidades", sublinhou.

Aquela responsável falava à Lusa à margem da apresentação do novo plano estratégico do PAM para Moçambique nos próximos cinco anos, orçado em 167 milhões de dólares (140 milhões de euros).

Muita da verba continua a ser canalizada para apoio direto à população em espécie ou 'vouchers' que podem ser trocados em mercados.

Mas, "ao mesmo tempo que mantém uma forte capacidade de assistência humanitária, o novo plano do PAM concentra-se no apoio a esforços de fortalecimento da resiliência a longo prazo, bem como no fortalecimento de parcerias, sistemas e instituições nacionais", refere a direção nacional do programa na documentação hoje distribuída.

Ou seja, o plano destina-se a garantir "acesso a alimentos nutritivos" e ajudar a população a ser "mais resiliente aos choques climáticos a que Moçambique é cada vez mais propenso".

O objetivo é chegar ao ponto de "fome zero" até 2030 - um dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU.

O Plano Estratégico do País (PEP) para Moçambique - que representa uma série de novos planos estratégicos iniciados pelo PAM em vários países - apoia as principais prioridades nacionais de desenvolvimento de Moçambique, incluindo o Plano Quinquenal do Governo 2015-19.

"Este Plano Estratégico é um marco importante para o país", disse Karin Manente.

Além de garantir que as pessoas vulneráveis possam atender às suas necessidades alimentares e nutricionais, mesmo em tempos de crise, o PEP concentra-se na erradicação da desnutrição crónica entre as crianças em áreas de insegurança alimentar e na melhoria dos meios de subsistência dos pequenos agricultores.

Apesar de Moçambique ter alcançado o seu Objetivo de Desenvolvimento do Milénio de reduzir para metade o número de pessoas com fome no país, "quase um quarto da população enfrenta insegurança alimentar crónica ou desnutrição", concluiu.

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