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Projetos de economia circular recebem 2,5 milhões até ao final de 2018

Logótipo de O Jogo O Jogo 09/10/2017 Administrator

O Plano Nacional para a Economia Circular (PNEC) torna-se efetivo em janeiro, mas está hoje já na base de projetos apoiados em um milhão de euros, com mais 1,5 milhões de euros previstos para o próximo ano.

O PNEC esteve em consulta pública até final de setembro e as "dezenas de sugestões" e as contribuições recolhidas em apresentações em todo o país estão a ser trabalhadas, "para ter a certeza de que entre novembro e dezembro será aprovado e que a partir de 01 de janeiro é efetivo para todos", disse hoje à Lusa o ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes.

O ministro presidiu à cerimónia de assinatura de contratos de apoio a projetos de economia circular, no âmbito do programa "Apoiar a Transição para uma Economia Circular". Foram aprovados 20 projetos, de 66 candidaturas, que vão receber 50 mil euros cada através do Fundo Ambiental.

"A cerimónia resulta do cruzamento entre o Plano de Ação para a Economia Circular, onde acreditamos que Portugal tem de ir o mais longe possível no sentido da eficiência material", conseguir garantir que produtos se mantém no mercado o maior tempo de vida possível, disse o ministro.

São 20 projetos de empresas e associações ligados à economia circular (em que um produto é reparado, reutilizado e reciclado), que se submetem no próximo ano a novo concurso. Segundo o ministro serão então apoiados entre três e oito desses projetos, estando disponíveis "pelo menos" 1,5 milhões de euros.

No âmbito da economia circular vai haver, de acordo com João Pedro Matos Fernandes, um projeto de "agendas regionais", em cada uma das Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional, e deverá ser lançado "um aviso para as juntas de freguesia", entidades que podem ter por exemplo oficinas de reparação ou projetos na área do desperdício alimentar.

O secretário de Estado da Agricultura e Alimentação, Luís Vieira, lembrou, também em declarações à Lusa, que o Governo criou uma Comissão Nacional de Combate ao Desperdício Alimentar, que concebeu uma estratégia e um plano de ação, que serão apresentados no dia 16, Dia Mundial da Alimentação.

A Estratégia esteve em consulta pública até final de setembro e recebeu "cerca de duas centenas de contribuições da sociedade civil", disse Luís Vieira, acrescentando que se pretende essencialmente sensibilizar "os vários intervenientes para o combate ao desperdício alimentar".

Na União Europeia, "do prado ao prato", há 30% de desperdício dos alimentos (88 milhões de toneladas por ano), o que equivale a 173 quilos de alimentos desperdiçados por ano e por pessoa, afirmou o responsável, acrescentando que desse total 40% é desperdício nas casas das pessoas, desde a forma como gerem a dispensa à conceção das refeições.

Da Estratégia faz parte a criação de uma plataforma informática que se destina a ligar os que têm alimentos para distribuir e as entidades que podem beneficiar desses produtos.

Apesar de lamentar que a maioria das empresas se tenha até agora limitado a atuar na reciclagem e na eficiência energética, de dizer que "o tempo das matérias-primas e da energia barata chegou ao fim", e de não estar muito otimista quanto à aceitação da economia circular, o ministro garantiu que é preciso "avançar" nesse sentido.

"Temos que avançar em todo este ciclo, desde a preocupação na conceção dos produtos, que têm de ser preparados para durar mais tempo, e sobretudo transformar consumidores em utilizadores. Não tenho de ser dono da máquina de lavar roupa que está em minha casa. Como a maior parte das empresas hoje já não são donas das fotocopiadoras que têm nos seus escritórios", disse à Lusa.

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