Está a utilizar uma versão de browser mais antiga. Utilize uma versão suportada para obter a melhor experiência possível com o MSN.

Proposta de venda de banco de Cabo Verde ainda não chegou ao regulador cabo-verdiano

Logótipo de O Jogo O Jogo 03/08/2017 Administrator

O Governador do Banco de Cabo Verde (BCV), João Serra, disse hoje que ainda não recebeu a proposta do Novo Banco português para venda de 90% do Banco Internacional de Cabo Verde (BICV) a uma sociedade constituída no Bahrein.

Quarta-feira, o Novo Banco informou que vendeu 90% do Banco Internacional de Cabo Verde (BICV) a uma sociedade constituída no Bahrein, no Médio Oriente, a IIBG Holdings.

No texto enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), o Novo Banco frisa que fica com 10% do banco e que a concretização da compra e venda encontra-se "dependente das necessárias aprovações, nomeadamente junto do Banco de Cabo Verde".

Questionado hoje pelos jornalistas após audição na comissão parlamentar de inquérito sobre o Novo Banco de Cabo Verde, o governador disse que ainda não recebeu o dossier do banco português.

"Em seu devido tempo, certamente irão apresentar o dossiê e o BCV fará a devida análise no estrito cumprimento das normas aplicáveis e decidirá em conformidade", referiu João Serra.

O governador do banco central cabo-verdiano adiantou que não há um prazo definido para o Novo Banco apresentar a proposta, mas garantiu que "o negócio nunca ficará consumado sem o aval do BCV".

"Qualquer acionista pode negociar e venda/alienação das suas participações (num banco) como bem entender. Mas a última palavra cabe sempre ao regulador", sustentou.

Sem adiantar o valor do negócio, o Novo Banco considerou que a transação "representa mais um importante passo no processo de desinvestimento de ativos não estratégicos" da entidade, prosseguindo assim a "estratégia de foco no negócio bancário doméstico".

O governador do Banco de Cabo Verde havia dito em 08 de março que depois de chumbada em 2016 a venda do BICV ao empresário português José Veiga, não recebeu - à época - mais nenhum pedido de autorização para alienação do banco.

O empresário português José Veiga tinha pedido autorização para adquirir a totalidade das ações do BICV, mas a venda foi chumbada pelo supervisor cabo-verdiano, depois de o Banco de Portugal também se ter oposto à operação.

AdChoices
AdChoices

Mais de O Jogo

image beaconimage beaconimage beacon