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Protesto dos polícias é para continuar depois do Vitória-FC Porto

Logótipo de O Jogo O Jogo 26/07/2017 Hugo Monteiro

Associação Sindical dos Profissionais da Polícia revelou que vão continuar os protestos dos polícias em eventos desportivos e que pedirá uma reunião ao Ministério da Administração Interna.

A Associação Sindical dos Profissionais da Polícia revelou que vão continuar os protestos dos polícias em eventos desportivos e que pedirá uma reunião ao Ministério da Administração Interna (MAI) para rever o modelo atual deste policiamento.

No final de uma reunião de dirigentes nacionais que decorreu em Lisboa, o presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP), Paulo Rodrigues, revelou que os protestos "vão continuar, de várias formas". "Os protestos podem ser os mesmos que se verificaram no domingo, no estádio D. Afonso Henriques, em Guimarães, ou assumir outras formas", disse o dirigente sindical.

Nesse dia, cerca de 30 elementos do Corpo de Intervenção (CI) da PSP do Porto destacados para fazer o policiamento, no jogo de futebol entre Guimarães e o FC Porto, recusaram entrar no estádio para fazer policiamento de visibilidade.

Em causa está "o incumprimento da lei no que diz respeito ao policiamento nos eventos desportivos", disse o responsável, adiantando que ASPP/PSP pretende pedir também à Inspeção-Geral da Administração Interna para analisar como estão a ser usados os recursos e as valências da polícia nos eventos desportivos.

A ASPP defende que as empresas que organizam os eventos sejam responsáveis pela sua segurança, pagando, como qualquer outra, o que está estipulado na lei para utilização dos serviços da polícia nas suas horas de descanso.

"No interior do recinto desportivo, deve ser o clube a pagar o policiamento e isso não está a acontecer", afirmou Paulo Rodrigues, acrescentando que a situação atinge sobretudo as equipas de intervenção rápida e a unidade especial da polícia.

Para o responsável, esta questão, "que se arrasta há mais de três anos, tem de ser resolvida definitivamente".

© Paulo Jorge Magalhães/Global Imagens

"Se a segurança no interior do recinto estiver em causa, claro que os polícias vão intervir, agindo com rigor e profissionalismo. Mas a polícia fará o seu protesto", disse.

Na segunda-feira, em comunicado, a direção nacional da PSP negou este protesto, esclarecendo que o jogo de futebol, na disputa pelo Troféu Cidade de Guimarães, decorreu dentro da normalidade e de acordo com o planeamento elaborado pelo Comando Distrital da PSP de Braga.

"Os polícias do Corpo de Intervenção, que, ao longo dos anos, têm sabido cumprir exemplarmente todas as missões que lhe são atribuídas, incluindo em jogos de futebol de risco elevado, cumpriram mais uma vez o planeado e o que deles se esperava, garantindo a deslocação em segurança dos adeptos do clube visitante e ficando de reserva nas imediações do estádio, durante todo o decurso do jogo", adiantava o comunicado.

Na sexta-feira da última semana, a ASPP avisou que o CI e das equipas de intervenção rápida iriam realizar várias ações de protesto no início do campeonato de futebol, estando em causa o não-pagamento dos gratificados para estes profissionais.

A ASPP tem alertado o Governo para a necessidade de rever os modelos de policiamento de futebol profissional, considerando que os clubes devem pagar este trabalho feito pelos polícias.

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