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Província de Kirkuk aprova participação em referendo independentista

Logótipo de O Jogo O Jogo 29/08/2017 Administrator

O conselho provincial de Kirkuk, uma região que é disputada pelos curdos iraquianos e pelo Governo federal, em Bagdade, aprovou hoje a participação no referendo sobre a independência do Curdistão, afirmou um membro à AFP.

O referendo, previsto para 25 de setembro, deve colocar a questão da independência do Curdistão iraquiano, região autónoma no norte do Iraque.

Vários Estados estrangeiros opõem-se à sua realização ou à data escolhida para o fazer, apesar de os resultados não serem vinculativos.

"24 dos 41 membros do conselho participaram no voto e 22 votaram a favor", detalhou Hala Nour Eddine, membro do conselho provincial de Kirkuk.

Os membros árabes e turcomanos do conselho provincial não participaram no voto, especificou.

Archad al-Salhi, deputado no parlamento em Bagdade e presidente da Frente Turcomana, afirmou à AFP que a decisão do conselho de Kirkuk "vai criar novos conflitos no Iraque".

Situada no norte do país, a província de Kirkuk, que tem populações curdas, árabes e turcomanas, depende do governo federal de Bagdade e não faz parte da atual região do Curdistão iraquiano.

A norte e a leste está ladeada pelas províncias curdas de Erbil e de Souleimaniyeh, que dependem da região autónoma curda.

O governador de Kirkuk, Najm Eddine Karim, qualificou aos jornalistas este voto como "um acontecimento histórico".

Os dirigentes de Bagdade opõem-se firmemente a este referendo independentista e inquietam-se com as ambições curdas sobre as regiões que, por enquanto, estão fora do Curdistão iraquiano.

O primeiro-ministro iraquiano, Haider al-Abadi, criticou uma decisão "não séria", enquanto o seu porta-voz, Saad al-Hadithi, considerou "ilegal e anticonstitucional" a votação do conselho provincial de Kirkuk.

O referendo também é criticado pela Turquia e pelo Irão, que receiam que este processo tenha um efeito de mancha de óleo nas suas próprias minorias curdas.

Os EUA também já apelaram ao adiamento do referendo, considerando que a sua realização pode prejudicar a luta contra o grupo que se designa por Estado Islâmico.

A disputa em torno da província de Kirkuk, que possui recursos petrolíferos, é uma das principais razões, segundo vários observadores, de a batalha pela libertação da cidade de Hawija, situada 300 quilómetros a norte de Bagdade, é um dos últimos bastiões daquele grupo no Iraque, ainda não ter sido lançada.

A questão de uma participação dos combatentes curdos aos lados das forças federais nesta importante batalha continua em suspenso.

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