Está a utilizar uma versão de browser mais antiga. Utilize uma versão suportada para obter a melhor experiência possível com o MSN.

PS contra nacionalização do SIRESP "no imediato" mas disponível para mudanças

Logótipo de O Jogo O Jogo 05/07/2017 Administrator

O PS disse hoje ser contra a nacionalização do SIRESP no imediato, como pretende o BE, mas manifestou-se disponível para "votar e aprovar" o que se venha a demonstrar ser relevante para aumentar "a segurança e tranquilidade" das populações.

No debate parlamentar do projeto do BE que exige o fim imediato da parceria público privada (PPP) do Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal (SIRESP), o deputado socialista José Miguel Medeiros considerou que será necessário "reforçar a rede e natureza do serviço", mas defendeu que as queixas reportadas não parecem derivar do modelo de propriedade do sistema.

"Naturalmente, não corroborando a ideia de avançar para uma nacionalização do sistema, pelo menos no imediato, [o PS] não deixa de acompanhar as preocupações manifestadas pelo BE. Na altura própria, estaremos disponíveis para votar e aprovar aquilo que for relevante para que doravante as populações do nosso país sintam a segurança e tranquilidade necessárias sempre que acontecerem tragédias como esta", disse, numa referência ao incêndio que deflagrou em Pedrógão Grande e causou pelo menos 64 mortes.

O debate suscitado pelo Bloco ficou marcado pela troca de acusações entre PS e PSD sobre a 'paternidade' do SIRESP, com os sociais-democratas a dizerem que é António Costa o rosto do atual contrato e os socialistas a contraporem que foram os Governos PSD/CDS que iniciaram todo o processo e escolheram o consórcio.

O deputado do PSD José Silvano salientou que o Governo socialista de José Sócrates, em que António Costa era ministro da Administração Interna, teve a hipótese de iniciar um novo processo, por o contrato anterior ter sido firmado por um executivo PSD/CDS em gestão, liderado por Pedro Santana Lopes, mas optou por renegociar o contrato.

"O atual contrato do SIRESP, quer queiram quer não queiram, tem um rosto, que é o do atual primeiro-ministro, o atual contrato que está em vigor tem um rosto, António Costa", afirmou José Silvano.

O deputado social-democrata afirmou que "o PSD em todo este processo está de consciência tranquila e está disponível para o discutir em todas as suas formas".

"Se o Governo quer mudar ou aperfeiçoar este modelo tem aqui os seus parceiros para isso, não precisa do PSD, mas nós não iremos ser obstáculo", assegurou.

Na resposta, o socialista Fernando Anastácio pediu que não se reescreva a história.

"Não fica bem enjeitar os nossos filhos, o concurso do SIRESP foi lançado pelo seu governo em 2003", disse, dirigindo-se à bancada do PSD.

Pelo CDS-PP, o deputado Telmo Correia ironizou que "o SIRESP vai ficar órfão", acusando o atual executivo socialista de "não quer assumir a paternidade".

"Para nós, é absolutamente indiferente que seja público ou privado, nós não somos contra que seja público, queremos é apurar responsabilidades", afirmou o democrata-cristão.

No encerramento do debate, o líder parlamentar do BE, Pedro Filipe Soares, criticou o jogo de "passa-culpas" entre PS e PSD/CDS para ver quem é "o pai da criança".

"Algum deputado garante o cabal funcionamento do SIRESP? Alguém rejeita a indicação de que o SIRESP é um grande negócio para os privados? Ninguém", afirmou o líder parlamentar bloquista.

Ainda assim, Pedro Filipe Soares atribuiu a responsabilidade da criação a Daniel Sanches, ministro da Administração Interna no Governo PSD/CDS de Santana Lopes.

"O PS através de António Costa poderia ter dito não? Poderia e deveria ter dito não", considerou ainda o deputado, dizendo que "dez anos depois, tantas falhas depois, era de esperar que o PS já tivesse aprendido a lição".

AdChoices
AdChoices

Mais de O Jogo

image beaconimage beaconimage beacon