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PSD desafia ministro da Saúde a pronunciar-se sobre protesto de enfermeiros

Logótipo de O Jogo O Jogo 04/07/2017 Administrator

O PSD desafiou hoje o ministro da Saúde a pronunciar-se sobre o protesto dos enfermeiros especialistas, quer para tranquilizar os portugueses quer para dizer como vai ser resolvido o problema.

O protesto dos enfermeiros especialistas em saúde materna está hoje a provocar, pelo segundo dia consecutivo, "constrangimentos graves" em pelo menos sete hospitais, nos quais não estão asseguradas as dotações seguras às grávidas, segundo um porta-voz destes profissionais.

Os hospitais de Guimarães, Gaia, Aveiro, Abrantes, Amadora-Sintra, Setúbal e Évora estão atualmente a funcionar com menos enfermeiros especialistas do que o recomendado, de acordo com Bruno Reis, porta-voz do movimento EESMO (Enfermeiros Especialistas em Saúde Materna e Obstetrícia).

"O ministro da Saúde tem de se pronunciar sobre o fecho do serviço no hospital de Aveiro, no hospital de Setúbal, sobre as grávidas que foram transferidas de hospital para hospital. Tem de publicamente dizer que garante que serviço é prestado ou, se existirem problemas, como tenciona ultrapassá-los", defendeu, em declarações à Lusa o vice-presidente da bancada do PSD Miguel Santos.

O deputado social-democrata lamentou que, até agora, a única palavra de Adalberto Campos Fernandes sobre este assunto tenha sido "para intimidar estes enfermeiros", invocando uma "putativa ilegalidade".

"Aquilo que lhe cabia era dizer aos portugueses que podem estar descansados e não vai haver problemas nos partos e na prestação de cuidados às grávidas", apelou Miguel Santos.

O deputado do PSD Miguel Santos salientou que estes enfermeiros especialistas investiram tempo e dinheiro, na sua formação, exercem funções como especialistas, mas "sentem-se injustiçados" porque, na prática, são contratados e remunerados como enfermeiros gerias.

Miguel Santos reconhece que esta não é uma situação nova mas salienta que o anterior governo PSD/CDS-PP "viveu tempos de muitas dificuldades, em que os partidos do atual Governo gritavam austeridade".

"Agora vivemos um tempo em que os partidos no Governo dizem que não há austeridade", frisou.

Para Miguel Santos, este protesto dos enfermeiros especialistas é mais um exemplo integrado na "degradação do Serviço Nacional de Saúde", lembrando que os médicos fizeram recentemente uma greve e os farmacêuticos também já anunciaram uma.

"O que acontece é que o ministro da saúde andou durante um ano e meio a prometer às várias classes profissionais e agentes do setor um pouco de tudo. Nada se concretizou, andou a enganar as pessoas a agora chegou o tempo de responder por um ano e meio de governação", afirmou.

Estes enfermeiros estão desde segunda-feira a assegurar apenas cuidados indiferenciados de enfermagem, em protesto contra o não pagamento dos seus serviços especializados.

O protesto conta com o apoio da Ordem dos Enfermeiros que recebeu, no primeiro dia de protesto dos enfermeiros especialistas, informações de que "os hospitais nada fizeram para garantir a segurança dos cuidados de saúde".

Em comunicado, a Ordem considera "estar em causa a vida e a saúde das pessoas, em particular das que recorrem aos serviços de saúde materna e de obstetrícia".

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