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PSD: Santana defende que não se chame "geringonça" ao Governo porque "eles gostam"

Logótipo de O Jogo O Jogo 22/10/2017 Administrator

O candidato à liderança do PSD Pedro Santana Lopes defendeu hoje que os opositores ao Governo devem deixar de chamar-lhe "geringonça", mas sim "frente de esquerda com comunistas", e admitiu que a legislatura não chegará ao fim.

Pedro Santana Lopes apresentou esta ideia na sessão de lançamento da sua candidatura à presidência do PSD, em Santarém, a meio do seu discurso, que durou cerca de uma hora e que foi muito aplaudido por cerca de mil apoiantes.

Na parte dedicada às críticas ao atual executivo socialista, Pedro Santana Lopes deixou um reparo aos setores da oposição que caraterizam o atual Governo como sendo uma "geringonça" - uma expressão que teve origem no historiador Vasco Pulido Valente e que depois ficou famosa por via do ex-presidente do CDS-PP Paulo Portas.

"Eu não gosto que lhes chamem geringonça, até porque não sei se já repararam: Eles adotaram o termo, acham que envolve algum carinho, acham que tem um pouco de componente de afetos. Para mim eles são uma frente de esquerda, com comunistas e extrema-esquerda, das quais o PS se aproveita para governar com um programa que não é o seu", sustentou Pedro Santana Lopes, recebendo uma prolongada ovação.

O antigo primeiro-ministro foi ainda mais longe em defesa da sua oposição, considerando mesmo que "chamá-los de geringonça é o que eles querem, eles gostam".

"É curioso, porque acham que não merecem mais, mas também entendem que isso dá para disfarçar a realidade política", advertiu o ex-provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.

Na sua intervenção, o candidato à liderança dos sociais-democratas deixou ainda a ideia de que este Governo poderá não cumprir a legislatura, por falta de coesão interna na sua base de apoio parlamentar.

"Entendo que é manifesto que a frente de esquerda que sustenta o Governo está com dificuldades que não tinha há uns tempos. Fechou um acordo em torno do Orçamento do Estado para 2018, mas é manifesto aquilo que se passa ao nível da contestação social. Há discordâncias e manifestações de rutura, quer da parte do Bloco de Esquerda, quer da parte do PCP", apontou o antigo primeiro-ministro entre 2004 e 2005.

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