Ao utilizar este serviço e o conteúdo relacionado, concorda com a utilização de cookies para análise, anúncios e conteúdos personalizados.
Está a utilizar uma versão de browser mais antiga. Utilize uma versão suportada para obter a melhor experiência possível com o MSN.

PSD/Valongo acusa câmara PS de não cumprir acordos de execução com juntas

Logótipo de O Jogo O Jogo 07/07/2017 Administrator

A concelhia do PSD de Valongo acusou hoje a câmara que é liderada pelo PS de "não cumprir com os acordos de execução celebrados com as juntas de freguesia, usando de má-fé".

Em comunicado, o PSD de Valongo refere que a autarquia liderada pelo socialista José Manuel Ribeiro usa "casos omissos para sacudir responsabilidades" e aponta que esta faz "publicidade, paga, junto da população".

"Tem sido prática da atual presidência da câmara anunciar publicamente que apoia as juntas de freguesia com mais de dois milhões de euros para varredura de ruas e manutenção dos jardins, o que não corresponde à verdade. Na Semana de Prestação de Contas [iniciativa promovida pela autarquia] foi, inclusive, referido que a colocação e substituição de papeleiras no concelho fazia parte do pacote de competências transferidas para as juntas de freguesia. Pura mentira", lê-se na nota dos sociais-democratas.

O PSD/Valongo dá como exemplo um pedido da junta de freguesia de Ermesinde que, segundo os sociais-democratas, solicitou em agosto de 2016 a colocação de papeleiras e em setembro seguinte recebeu a resposta de que não havia 'stock' disponível.

"[Se a competência fosse da junta] aos pedidos das juntas de freguesia para colocação de papeleiras, a câmara responderia que esta não é sua competência, ao invés de responder que de momento não o pode fazer por falta de stock", descreve o PSD/Valongo.

Os sociais-democratas referem que a colocação e substituição de papeleiras era, até 01 de setembro de 2016, um serviço assegurado pela Rede Ambiente através de uma prestação de serviços adjudicada no mandato de José Manuel Ribeiro e que "na renegociação efetuada pela autarquia com a Rede Ambiente, também em setembro de 2016, foi retirado do contrato de prestação de serviços o investimento relativo à colocação e substituição de equipamentos".

Em causa estão, continua a referir o PSD/Valongo, papeleiras, moleques e ecopontos, no valor de milhão e 100 mil euros e a retirada da obrigação de investimento seria "a forma de compensação à Rede Ambiente pela perda de volume de faturação devido à transferência da competência da varredura para as juntas de freguesia".

O PSD aponta que questionou o executivo camarário e que este referiu que passarem a ser as juntas a fazer a substituição de papeleiras estava "implícito", mas os sociais-democratas dizem não estar convencidos.

"O valor transferido para as freguesias apenas diz respeito à varredura, sendo calculado unicamente com base no número de quilómetros. Em lado algum dos acordos de execução é mencionada a colocação ou substituição de papeleiras", insistem os sociais-democratas que acusam a câmara de "sacudir a responsabilidade do mau serviço prestado pelo município à população" e de "colocar o ónus em cima das freguesias".

A agência Lusa contactou a câmara de Valongo, tendo José Manuel Ribeiro respondido: "O presidente da câmara Valongo não faz comentários a posições do PSD quando estamos à porta das eleições".

AdChoices
AdChoices

Mais de O Jogo

image beaconimage beaconimage beacon