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Putin sugere forças de paz na Ucrânia para proteger missão da OSCE

Logótipo de O Jogo O Jogo 05/09/2017 Administrator

O Presidente russo, Vladimir Putin, defendeu hoje o deslocamento de uma força de manutenção de paz para proteger os observadores da OSCE no leste da Ucrânia, onde prossegue o conflito entre forças ucranianas e separatistas pró-russos.

"Considero muito apropriada a presença de forças de manutenção da paz, ou preferencialmente de pessoas que garantam a segurança da missão da OSCE, e não vejo nada de mal", disse Putin durante uma conferência de imprensa em Xiamen, China, no rescaldo da cimeira dos líderes dos BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul).

"Pelo contrário, penso que seria benéfico para a resolução do problema no sudeste da Ucrânia", sublinhou, adiantando que pediu ao seu ministério dos Negócios Estrangeiros para apresentar uma resolução neste sentido na ONU.

Kiev solicita há muito o envio de forças de manutenção da paz, mas deseja que sejam instaladas em toda a zona do conflito. No entanto, para Putin, estas orlas devem ser deslocadas unicamente para "garantir a segurança" e "nas linhas de demarcação" entre os rebeldes e as forças de Kiev.

Cerca de 600 observadores estão encarregues de controlar o respeito pelos acordos de paz.

No final de abril, um colaborador norte-americano da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) foi morto na explosão de uma mina à passagem de uma patrulha.

O conflito com cerca de três anos e meio entre o exército ucraniano e as forças rebeldes -- que segundo Kiev e os ocidentais são apoiadas militarmente pela Rússia -- provocou mais de 10.000 mortos e dezenas de milhares de feridos e desalojados.

Apesar da assinatura dos acordos de paz de Minsk em 2015, e de recorrentes anúncios de tréguas, continuam a ocorrer com frequência escaramuças e acusações mútuas sobre o desrespeito do cessar-fogo.

Apesar de manifestar disponibilidade para "trabalhar" nesta ideia, o ministério ucraniano dos Negócios Estrangeiros acusou o Kremlin de pretender "desviar a própria ideia e os objetivos do envio de uma operação de manutenção da paz".

Para Kiev, qualquer operação internacional deste género deve "prever a retirada de todas as forças de ocupação" e "garantir um controlo fiável da fronteira russo-ucraniana para evitar a chegada de soldados, armamento, material e mercenários russos".

A Rússia sempre negou o envolvimento do seu exército em território ucraniano, indicando apenas que os seus soldados ou combatentes russos se podem envolver no conflito por iniciativa própria.

Do lado rebelde, Alexandre Zakhartchenko, líder da república autoproclamada pelos separatistas em Donetsk, disse-se "pronto a discutir" esse projeto, mas condicionou a presença de qualquer contingente ao respeito por Kiev dos acordos de paz.

Outro responsável rebelde, Denis Pushilin, considerou a ideia "racional".

"Atualmente o conflito entrou numa fase ou mesmo num período decisivo, morrem soldados e muitos civis ficam feridos, existindo a necessidade de procurar outras soluções", referiu em declarações à agência noticiosa France-Presse.

A Alemanha, garante dos acordos de Minsk, acolheu favoravelmente a proposta de Putin. "Caso constitua uma verdadeira hipótese [para estabilizar a situação], devermos aproveitá-la", considerou o chefe da diplomacia, Sigmar Gabriel, perante o parlamento (Bundestag) germânico.

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