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Quase 200 pessoas desaparecem por dia no Brasil

Logótipo de O Jogo O Jogo 30/10/2017 Administrator

Cerca de 190 pessoas desaparecem todos os dias no Brasil, o que significa que oito pessoas desaparecem por hora no país, informou hoje um relatório do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

A organização não governamental, que elabora um levantamento anual sobre crimes no Brasil, informou que entre 2007 e 2016 houve 693,076 queixas formais de desaparecimentos, o que dá uma média de 109 por dia, embora em 2016 as queixas tenham atingido 71.796, cerca de 197 por dia.

A maioria dos casos foi registada em São Paulo, o estado mais populoso e rico do Brasil, com 211.965 queixas de desaparecimentos nos últimos dez anos, seguido do Rio Grande do Sul, com 75.214 casos, e Minas Gerais, com 52.217.

Esta é a primeira vez que dados consolidados sobre desaparecimentos no país sul-americano foram divulgados.

O Fórum Brasileiro de Segurança Pública alertou, porém, que estes números podem ser maiores devido à falta de investigação dos casos.

O desaparecimento não é um crime no Brasil, portanto, a polícia recebe as queixas, mas só realiza investigações formais quando há suspeitas de que o desaparecimento decorre de um homicídio ou sequestro.

"Ninguém estava ciente desse fenómeno além do que aconteceu na ditadura militar (1964-1985), mas os desaparecimentos não pararam de acontecer", advertiu Olaya Hanashiro, consultora sénior do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

De acordo com a ONG, a falta de interesse no assunto decorre do facto de não haver um banco de dados sobre desaparecidos no Brasil ou uma ação coordenada das autoridades para examinar as informações sobre este assunto.

A coordenador do Programa de Localização e Identificação de Pessoas desaparecidas do Ministério Público do Estado de São Paulo, Eliana Vendramini, apresentou uma petição para exigir que o governo regional organize um banco de dados para ter números confiáveis sobre o problema.

De acordo com Eliana Vendramini, pelo menos em São Paulo, os perfis médios das pessoas desaparecidas são adolescentes, negros e residentes dos bairros da periferia, o que coincide com as características das principais vítimas do homicídio na região.

Embora os desaparecimentos possam ser voluntários, a promotora assegura que, em muitos casos, em São Paulo, uma pessoa desaparecida foi vista pela última vez quando foi abordada por policiais ou forças de segurança.

Outro caso comum de desaparecimentos, acrescentou, corresponde a pessoas ligadas a atividades ilícitas, como o tráfico de drogas.

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