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Queda do BES iniciou perda de cotadas no PSI20 que está incompleto há 3 anos

Logótipo de O Jogo O Jogo 30/07/2017 Administrator

A queda do BES, no verão de 2014, foi o início da perda de cotadas no principal índice de bolsa portuguesa, que apesar de se chamar PSI20 conta apenas 19 empresas e poderá perder o Montepio e a EDP Renováveis.

Em julho de 2014, há precisamente três anos, o PSI20 negociava com 20 cotadas, entre elas cinco do setor financeiro, sendo essas o BCP, o BES, o Espírito Santo Financial Group (ESFG, a 'holding' que detinha então o BES), o BPI e o Banif.

Contudo, ainda nesse mês os títulos do ESFG seriam excluídos do principal índice da bolsa portuguesa com a assunção de que estava em situação de falência, na sequência da grave situação que se estendia a todo o Grupo Espírito Santo (GES).

Já a 10 de agosto de 2014 foi a vez de as ações do BES serem excluídas do PSI20 a valer zero euros, ficando então ainda no índice geral, mas suspensas de negociação (como já acontecia desde 01 de agosto, véspera da resolução do banco).

As cotadas do PSI20 continuariam a ser 18 durante mais de um ano, ainda que entretanto tenha desaparecido no final de maio de 2015 a Portugal Telecom SGPS que passou a Pharol, depois de a crise no Grupo Espírito Santo se ter refletido na operadora de telecomunicações e na fusão que estava a ser feita com a brasileira Oi.

Já em dezembro de 2015 seria outra resolução de um banco, desta vez a do Banif, a ditar mais uma perda no principal patamar da bolsa portuguesa.

O PSI20 passou assim a contar com 17 cotadas, situação que se manteve até março de 2016.

Então, na revisão habitual de março, o comité da Euronext (a gestora da bolsa portuguesa) decidiu retirar a Impresa e a Teixeira Duarte e incluir Corticeira Amorim, a Caixa Económica Montepio Geral (títulos do fundo de participação e não ações) e a Sonae Capital, passando então o índice a ter 18 empresas.

Já este ano, o PSI20 voltaria a perder mais uma cotada do setor financeiro: o banco BPI.

Após a Oferta Pública de Aquisição (OPA), que deu o controlo de 84% do BPI ao grupo espanhol CaixaBank, o banco deixou de cumprir o requisito do capital disperso em bolsa, deixando então de figurar no PSI20 a 10 de março, altura em que voltou novamente a ter apenas 17 cotadas.

Contudo, em março, na revisão do índice, passou a constar do PSI20 a empresa de restauração Ibersol e a tecnológica Novabase.

O principal índice da bolsa conta, assim, atualmente com 19 empresas cotadas, sendo o setor mais representado o da energia, com Galp, EDP, EDP Renováveis e REN, enquanto o setor financeiro é representado apenas pelo BCP e Montepio.

As outras cotadas são Jerónimo Martins, Pharol, Nos, Corticeira Amorim, CTT, Navigator (ex-Portucel), Altri, Sonae SGPS, Sonae Capital, Mota-Engil, Semapa, Novabase e Ibersol.

Contudo, é esperado que saiam mais cotadas do PSI20, o banco Montepio e a EDP Renováveis, em ambos os casos devido a OPA.

No início do mês, a Associação Mutualista Montepio (única dona da Caixa Económica Montepio Geral) anunciou uma OPA sobre os títulos do fundo de participação (ao preço de um euro) e a intenção os tirar de bolsa.

Quanto à EDP Renováveis, a EDP tem também uma OPA sobre a empresa de energias renováveis (onde já tem 77,54%), pelo que em caso de sucesso esta deverá deixar o PSI20.

A EDP Renováveis é uma cotada com peso importante no índice. Já o Montepio tem sido, em geral, um título muito pouco líquido.

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