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Quem vê de fora não tem dúvidas: Jonas é o melhor

Logótipo de O Jogo O Jogo 20/05/2017 Ana Proença

Diversas personalidades destacaram a qualidade do avançado brasileiro numa análise a convite de O JOGO.

Jonas só em janeiro começou a jogar em pleno, mas, apesar disso, bem a tempo de ficar no coração dos adeptos como um dos melhores da equipa nesta temporada que valeu o tetra aos encarnados.

© Octavio Passos/Global Imagens

"Não sendo um jogador que explore a profundidade, Jonas vem buscar jogo com muita facilidade e tem uma capacidade técnica muitíssimo evoluída, que lhe permite resolver muitas vezes os jogos", analisa Matilde Fidalgo, jogadora do Futebol Benfica, numa conversa a propósito da época das águias que O JOGO manteve com diversos seguidores atentos do quotidiano do clube.

Pedro Bouças, que também esteve ligado ao "Fofó", mas como treinador, analisou, por sua vez, sobre o avançado brasileiro: "Ainda que tenha estado muito tempo ausente, e outro tanto sem ter o impacto de outrora, regressou no último terço da temporada quando tanta falta estava a fazer. Subiu na performance motora e na condição física, e com qualidades técnicas e de decisão intactas, voltou a fazer a diferença a criar e a finalizar."

José Capristano, antigo dirigente dos encarnados, descreveu Jonas como "um jogador completo", enquanto Pedro Gama, ex-jogador de andebol do clube, lhe realçou "a experiência e o saber".

Este último ficou também particularmente impressionado com Ederson, por ser "louco e completamente destemido", enquanto Capristano destacou o valor de Pizzi, que apelidou de "maestro".

Já em relação a Rui Vitória, Capristano considera ser "o homem certo no lugar certo". Gama, por sua vez, analisa sobre o treinador: "É um senhor, um homem com agá grande. Defende o clube e os jogadores como poucos e dá sempre o peito às balas."

De treinador para treinador, Pedro Bouças defende: "O Benfica foi nos jogos mais complicados uma equipa de uma organização defensiva incrível e que, para além disso, soube aproveitar ofensivamente as suas individualidades. O período de menor fulgor na época surgiu quando deixou de ter o onze estabilizado, mas Vitória tem mérito pela forma como é sempre justo e beneficia quem se destaca. Também estrategicamente mostrou ter subido vários níveis."

Matilde Fidalgo, por sua vez, analisa sobre o técnico: "A meu ver não promove um futebol espetacular, mas é bastante pragmático, não tendo medo de tomar decisões que joguem pelo seguro, mesmo quando joga contra uma equipa mais acessível. Acredito que por vezes os jogos foram ganhos por inspiração dos jogadores e não por uma estratégia. Concordei por norma com o 11 que foi escolhendo para cada jogo, mas nem sempre com as substituições. Contudo, como referi, não tem problemas em retirar um avançado por um médio defensivo para segurar um resultado, o que acho louvável numa realidade em que muitas vezes se critica esse tipo de pragmatismo."

Também convidado a comentar o desempenho global do treinador durante esta temporada, o ex-dirigente Gaspar Ramos dissertou: "Fez um trabalho excecional nestas duas épocas, entrando no clube quando o ambiente lhe era desfavorável. Esta época, por exemplo, teve vários problemas com lesões, mas fez uma gestão de forma muito equilibrada. Ultrapassou todos os obstáculos, ao nível das lesões mas também da pressão e foi equilibrando o grupo, de modo a fazer os resultados aparecerem. Pontualmente errou nas substituições, como toda a gente erra, mas globalmente foi um treinador assertivo e com as melhores decisões. Para além disso, sempre com uma postura irrepreensível, ao nível da grandeza do Benfica na exteriorização dos sentimentos."

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