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Rússia aponta inconsistências a relatório da ONU que culpa a Síria por ataque com gás sarin

Logótipo de O Jogo O Jogo 27/10/2017 Administrator

O vice-ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Sergei Ryabkov, considerou hoje que o relatório das Nações Unidas que responsabiliza a Síria pelo ataque mortal com gás sarin em abril tem "inconsistências" e "testemunhos duvidosos".

"Ao contrário dos nossos interlocutores, que dormem e sonham com este relatório apenas para o usarem como uma arma a favor dos seus objetivos geopolíticos na Síria, nós estudámos silenciosa e profissionalmente este documento" e encontrámos "muitas contradições, inconsistências lógicas e uso de testemunhos duvidosos e evidências não confirmadas", disse Ryabkov à agência de notícias russa Interfax.

Citado pela AFP, o diplomata acrescentou que Moscovo, uma aliada de longa data do regime sírio liderado por Bashar al-Assad, vai apresentar uma "análise" mais abrangente do documento preparado pelas Nações Unidas que culpabiliza Assad pelo uso de gás sarin em Khan Cheikhoun a 04 de abril deste ano.

"O grupo [de peritos] está convencido de que a República Árabe Síria é responsável pelo uso de sarin em Khan Cheikhoun, em 04 de abril de 2017", é a frase escrita no documento consultado pela agência noticiosa AFP.

O ataque a esta cidade da província de Idleb, na altura controlada por grupos armados da oposição, provocou 83 mortos, segundo a ONU, ou pelo menos 87, dos quais mais de 30 crianças, segundo o Observatório Sírio dos Direitos do Homem.

As imagens dos habitantes, entre os quais várias crianças, agonizantes, deram a volta ao mundo. No seu seguimento, o Governo de Donald Trump lançou um ataque a uma base aérea de onde, segundo as potências ocidentais, foi lançado o ataque à cidade.

Na noite de 06 para 07 de abril, os militares norte-americano dispararam 59 mísseis de cruzeiro 'Tomahawk', a partir de dois navios, para a base de Al-Chaayrate.

Os EUA, a França e o Reino Unido tinham acusado as forças do Presidente sírio, Bachar al-Assad, de serem responsáveis deste ataque, mas Damasco negou sempre a sua implicação.

A Federação russa, aliada do regime, afirma que o sarin encontrado em Khan Cheikhoun proveio da explosão de um obus no solo e não de um ataque aéreo sírio.

Peritos da ONU deslocaram-se recentemente à base, para elaborarem este documento.

No início de setembro, a comissão de inquérito da ONU sobre a situação dos direitos do homem na Síria já tinha considerado que as forças sírias eram as responsáveis por este ataque com gás sarin.

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