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Rabat defende atuação da polícia e dos juízes marroquinos na crise do Rif

Logótipo de O Jogo O Jogo 16/09/2017 Administrator

O Governo de Marrocos defendeu hoje o trabalho da polícia e dos juízes marroquinos no âmbito dos protestos que durante meses têm sacudido a zona norte do Rif, rejeitando acusações da Human Rights Watch (HRW) sobre o seu desempenho.

O comunicado, assinado pela delegação interministerial de direitos humanos, considera que o relatório da HRW, emitido em 6 de setembro, baseia-se "em acusações e erros sem fundamento" e carece de "profissionalismo e independência", numa nova divergência entre o Governo de Rabat e a organização com sede em Nova Iorque.

O relatório da HRW, que apelava diretamente ao rei Mohamed VI de Marrocos para investigar "com seriedade" as denúncias de tortura perpetradas pela polícia marroquina contra ativistas da região do Rif, na sequência dos protestos populares que decorrem desde outubro.

Na resposta de hoje, o Governo marroquino insiste "no espírito de responsabilidade das forças (de segurança) para garantir a paz e a segurança" e adianta que "não aceita que uma organização internacional que pretende defender os direitos humanos desacredite de forma sistemática a independência e a imparcialidade da justiça marroquina".

Nos últimos anos, o Governo de Marrocos entrou em polémica aberta em inúmeras ocasiões com a HRW e com a Amnistia Internacional, e habitualmente contesta publicamente todos os relatórios destas organizações, geralmente muito críticos com o estado das liberdades em Marrocos.

Como consequência, o Governo proibiu de facto as missões das duas organizações no terreno e a visita dos seus investigadores e apesar de a Amnistia Internacional manter aberto um escritório só publica os seus trabalhos fora do país.

Em relação aos protestos do Rif, o comunicado de hoje afirma que há 244 manifestantes acusados pela justiça, dos quais 185 estão presos e 59 em liberdade condicional.

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