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Rangel acusa Governo de "hipocrisia" com inclusão do Porto na candidatura à EMA

Logótipo de O Jogo O Jogo 09/07/2017 Administrator

O eurodeputado Paulo Rangel disse hoje ser "inaceitável" o que se está a passar com a Agência Europeia do Medicamento (EMA), acusando o Governo de "hipocrisia, cinismo e cobardia " em relação à inclusão do Porto na candidatura nacional.

"O Porto tem todas as condições, tem melhores condições do que Lisboa. Por uma razão elementar que elimina Lisboa à partida, que é a razão de que Lisboa já tem duas agências e não há nenhuma cidade europeia, tirando Bruxelas e Luxemburgo, que tenham mais de duas agências", defendeu o eurodeputado.

Para Rangel, não se pode dizer que a candidatura do Porto estava "a dividir o país", até porque "neste momento na Alemanha ainda se está a debater qual é a cidade, apesar da candidatura ser Bona, porque até Berlim quer a agência. E em França Lyon ainda não se conformou com a escolha de Lille".

"Aqui o que temos que pôr em destaque é a hipocrisia, o cinismo e a cobardia do Governo Costa nesta matéria", criticou o social-democrata, lembrando que "desde fevereiro fez tudo" para a que a agência (EMA na sigla inglesa) ficasse em Lisboa.

Da mesma forma, "vem depois dizer, de forma totalmente hipócrita, que afinal gostava imenso que fosse o Porto".

"Mas ele nunca considerou a candidatura do Porto. Costa nunca considerou. Só se foi um amor de última hora. Teve uma paixão súbita no último minuto", ironizou.

Para Paulo Rangel, "o que isto revela é alguém que tem duas caras. Uma cara em Bruxelas e outra em Lisboa".

"Sabemos desde há oito ou nove dias que homem que tem duas caras, António Costa, é o homem que agora não dá a cara. Desapareceu há oito dias e não é capaz de dizer nada sobre o país, nada sobre este assunto, mas nada sobre assuntos bem graves que o país está a viver", sublinhou.

A candidatura nacional para acolher a sede da EMA surge na sequência do 'Brexit' (saída do Reino Unido da União Europeia) e deverá juntar-se a outras de outros estados-membros.

Após ser escolhido o Porto ou Lisboa como a cidade que pode acolher a EMA, será apresentada uma única candidatura portuguesa até ao fim de julho.

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