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Rangel acusa PCP e BE de serem "os grandes defensores do isolacionismo" em Portugal

Logótipo de O Jogo O Jogo 01/09/2017 Administrator

O eurodeputado do PSD Paulo Rangel defendeu hoje que, em Portugal, "os grandes defensores do isolacionismo" são o PCP e o BE e vaticinou que os Estados que apostem neste caminho irão definhar. "Onde os políticos seguiram o nacionalismo, o isolamento, o umbiguismo, estes Estados em vez de estarem a fortalecer-se estão a definhar, o que é mais um argumento a favor da União Europeia", defendeu, numa intervenção sobre "Portugal e o futuro da Europa", ...

O eurodeputado do PSD Paulo Rangel defendeu hoje que, em Portugal, "os grandes defensores do isolacionismo" são o PCP e o BE e vaticinou que os Estados que apostem neste caminho irão definhar.

"Onde os políticos seguiram o nacionalismo, o isolamento, o umbiguismo, estes Estados em vez de estarem a fortalecer-se estão a definhar, o que é mais um argumento a favor da União Europeia", defendeu, numa intervenção sobre "Portugal e o futuro da Europa", na Universidade de Verão do PSD que decorre em Castelo de Vide (Portalegre).

O vice-presidente do grupo parlamentar do Partido Popular Europeu (PPE) criticou o "discurso encantatório" do populismo e acusou o PCP e o BE de, em Portugal, serem os defensores desse caminho.

"São eles os grandes defensores do isolacionismo, porque o PCP só era internacionalista se estivesse na dependência da União Soviética, e o BE diz que é muito pró-europeu se a Europa defender a sua convicção ideológica", criticou.

Na sua intervenção, o também docente universitário fez um historial dos conflitos da Europa e alertou que o risco de uma nova guerra "não está excluído", apontando a zona dos Balcãs como de "guerra iminente".

"O que me dá alguma esperança é que, pela primeira vez, vejo vontade efetiva de Estados europeus e União Europeia como um todo avançarem com uma política de defesa, seja por causa de ameaças do terrorismo, seja por ameaças externas como da Rússia ou Turquia", disse.

Para Rangel, dois acontecimentos que têm efeitos negativos na Europa -- a eleição do Presidente norte-americano Donald Trump e a saída do Reino Unido da União Europeia -- podem ser também "um fator de esperança".

"A imprevisibilidade dos EUA e um certo anti-europeísmo latente e o 'Brexit' causam angústia mas são, ao mesmo tempo, fator de esperança: levaram os restantes Estados-membros a procurar fazer uma política comum de defesa", disse, embora admitindo que há problemas com o seu financiamento.

Rangel alertou que a próxima linha fraturante na União Europeia não será entre os países mais ricos do norte e os mais pobres do sul, mas entre os de este e leste, apontando problemas na Polónia, Hungria, Bulgária e Eslováquia.

"Como tratar os países de leste que estão a querer suprimir liberdade de imprensa e de expressão e estão a pôr em causa a independência do poder judicial?", questionou.

Rangel, que já foi candidato à liderança do PSD, foi questionado por um dos 'alunos' da Universidade de Verão sobre a melhor forma de Portugal utilizar os fundos comunitários.

"Em termos de setores, iria para uma sofisticação tecnológica dos setores tradicionais e, ao mesmo tempo, faria um investimento brutal na formação técnica profissional", disse, defendendo que, sem desinvestir nas universidades, Portugal precisa de "canalizadores e eletricistas".

Paulo Rangel deixou um pedido aos participantes na iniciativa de formação de quadros do PSD que já tinha sido feito na quinta-feira à noite pelo deputado socialista Sérgio Sousa Pinto: "Não se vendam ao politicamente correto".

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