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Rei de Marrocos considera que modelo de desenvolvimento "continua incapaz"

Logótipo de O Jogo O Jogo 14/10/2017 Administrator

O rei de Marrocos, Mohammed VI, considerou na sexta-feira que o modelo de desenvolvimento do seu país continuava a ser incapaz de "satisfazer as necessidades" dos marroquinos, apelando o Governo a "reconsiderar".

Os marroquinos têm necessidade de uma "Justiça equitativa e eficaz", de um "Ensino de qualidade", de "bons serviços de Saúde", de uma "Administração longe de todas as formas de clientelismo", afirmou, ao discursar no parlamento, durante a abertura do novo ano legislativo, informou a agência noticiosa oficial, MAP.

Ora, "o modelo de desenvolvimento nacional (...) mostra-se inapto para satisfazer as necessidades crescentes dos cidadãos (...) a reduzir (...) as assimetrias territoriais e a realizar a justiça social", insistiu.

Marrocos tem significativas desigualdades sociais e territoriais.

Esta descrição tem eco imediato na crise que afeta desde há um ano a região do Rif, no norte, onde se tem desenvolvido um movimento de contestação popular que reivindica o desenvolvimento da região. Em 2015, deveriam ter sido lançados vários projetos de infraestruturas, mas sofreram vários atrasos, o que agravou a situação.

A região pobre de Zamora, no sul do país, conhece uma penúria de água desde o início do Verão, o que originou várias marchas de protesto para reclamar soluções.

Um relatório oficial divulgado no início de outubro já tinha dado conta da persistência da pobreza nos meios rurais e nas zonas remotas, com ligações difíceis ao seu exterior.

Mohammed VI exortou o Governo e as diferentes instituições do país a fornecerem "propostas e medidas" para "a elaboração de um novo modelo de desenvolviomento", em sintonia com "as evoluções que Marrocos conhece".

Apelou também à concretização "plena e inteira" do projeto de "regionalização avançada".

Este vasto projeto, lançado por Rabat em 2010, que se apoia na descentralização da Administração, está com dificuldades em se concretizar.

Mohammed VI afirmou que os progressos registados em Marrocos não aproveitam os "jovens, que representam mais de um terço da população".

Entre este grupo etário, "numerosos são os que sofrem a exclusão, o desemprego".

A imprensa marroquina trata com regularidade o tema do desemprego jovem, que apresenta uma taxa particularmente elevada, considerando-a uma "bomba-relógio" para o reino norte-africano.

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