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Rei de Marrocos envia ajuda humanitária para refugiados rohingya no Bangladesh

Logótipo de O Jogo O Jogo 12/09/2017 Administrator

O rei Mohamed VI de Marrocos ordenou hoje o envio de ajuda de emergência para os rohingya que fugiram da violência na Birmânia para o Bangladesh naquela que é uma das piores crises humanitárias dos últimos tempos.

A ajuda, que consiste em tendas de campanha, mantas, medicamentos e alimentos, vai ser enviada em aviões das Forças Armadas Reais (FAR), detalhou o Ministério dos Negócios Estrangeiros marroquino em comunicado.

Segundo dados atualizados na segunda-feira pela ONU, pelo menos 313 mil rohingya cruzaram a fronteira para o Bangladesh desde 25 de agosto, altura em que a violência escalou após uma ofensiva militar lançada na sequência do ataque, nesse dia, contra três dezenas de postos da polícia levado a cabo pela rebelião, o Exército de Salvação do Estado Rohingya, que defende os direitos daquela minoria muçulmana.

O Alto-comissário das Nações Unidas para os Direitos do Homem afirmou na segunda-feira que a forma como a Birmânia está a tratar a minoria muçulmana rohingya aparenta "um exemplo clássico de limpeza étnica".

"A Birmânia tem recusado o acesso dos inspetores [da ONU] especializados em direitos humanos. A avaliação atualizada da situação não pode ser integralmente realizada, mas a situação parece ser um exemplo clássico de limpeza étnica", disse Zeid Ra'ad Al Hussein na abertura da 36.ª sessão do Conselho dos Direitos do Homem das Nações Unidas, em Genebra.

No comunicado de hoje Marrocos não tece qualquer consideração política sobre a repressão de que tem sido alvo a minoria rohingya, mas destaca a sua religião (muçulmana), dando a entender que tal estará na base do gesto de solidariedade por parte do monarca.

O Conselho de Segurança da ONU vai reunir-se na quarta-feira precisamente para discutir a violência na Birmânia, uma reunião urgente reclamada pelo Reino Unido e Suécia face ao adensar das preocupações da comunidade internacional sobre a situação.

A Birmânia, onde mais de 90% da população é budista, não reconhece cidadania aos rohingya, uma minoria apátrida considerada pelas Nações Unidas como uma das mais perseguidas do planeta.

Mais de um milhão de rohingya vive em Rakhine, onde sofrem crescente discriminação desde o início da violência sectária em 2012, que causou pelo menos 160 mortos e deixou aproximadamente 120 mil pessoas confinadas a 67 campos de deslocados.

Apesar de muitos viverem no país há gerações, não têm acesso ao mercado de trabalho, às escolas, aos hospitais e o recrudescimento do nacionalismo budista nos últimos anos levou a uma crescente hostilidade contra eles, com confrontos por vezes mortíferos.

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