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Reivindicações dos trabalhadores da mina de Neves-Corvo são "plausíveis" - CGTP-IN

Logótipo de O Jogo O Jogo 06/10/2017 Administrator

O secretário-geral da CGTP-IN disse hoje que as reivindicações dos trabalhadores da concessionária da mina de Neves-Corvo são "plausíveis" e o "problema" que levou à greve na empresa mantém-se porque a administração não quer negociar.

Os trabalhadores da Somincor, os quais estão a cumprir uma greve de cinco dias, que começou na passada terça-feira e termina no sábado, "têm reivindicações plausíveis de serem correspondidas pela administração" da empresa, afirmou Arménio Carlos à agência Lusa.

"É uma greve que paralisou completamente a produção da empresa e está a demonstrar que o problema só se mantém porque a empresa não que resolver pela via da negociação", frisou Arménio Carlos, após ter estado hoje de manhã com o piquete de greve à porta do complexo mineiro de Neves-Corvo, no concelho de Castro Verde, no distrito de Beja, no Alentejo.

O complexo continuava hoje sem produzir, com as lavarias de minério e o poço de extração "parados" e só com "serviços mínimos" a decorrer no fundo da mina, no quarto dia de greve dos trabalhadores da Somincor, que mantém "forte adesão", segundo disse o dirigente do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Mineira (STIM), Luís Cavaco, à Lusa.

A greve, segundo o STIM, serve para os trabalhadores reivindicarem o fim do regime de laboração contínua no fundo da mina, a "humanização" dos horários de trabalho, a antecipação da idade da reforma dos funcionários das lavarias, a progressão nas carreiras, a revogação das alterações unilaterais na política de prémios e o "fim da pressão e da repressão sobre os trabalhadores".

Arménio Carlos considerou que o horário de trabalho diário de "mais de 10 horas seguidas" que a Somincor quer "impor" aos trabalhadores é "inadmissível" e defendeu um "horário conducente com a salvaguarda da saúde e a articulação com a vida pessoal e familiar, o que não acontece".

O secretário-geral da CGTP-IN defendeu também "medidas concretas para salvaguardar" a possibilidade de reforma antecipada dos trabalhadores do fundo da mina, que "têm um trabalho muito penoso", e outros, como os das lavarias, que "lidam com minérios e produtos químicos, que têm consequências nocivas para a saúde".

"Quando todos falam na necessidade de aumentar a produção, temos uma empresa [a Somincor] que cada vez tem mais lucros, mas, simultaneamente, cada vez também tem mais posturas de gestão que acentuam a exploração e degradam a qualidade de vida dos trabalhadores e, particularmente, a sua saúde, e isso é inadmissível", lamentou Arménio Carlos.

A Somicnor "não tem tido respeito e consideração pelos trabalhadores" e a reposta dos trabalhadores, através da adesão à greve, tem sido "por demais evidente", disse Arménio Carlos.

"A responsabilidade do problema é da Somincor", que, "se assumir uma atitude responsável, só tem uma coisa a fazer: negociar com o sindicato dos mineiros a resolução do problema", mas, "se continuar a insistir na prepotência e na arrogância terá como resposta a continuidade e o eventual agravamento da luta dos trabalhadores", alertou Arménio Carlos.

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