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"Renato, Rúben Neves e Guedes não pensam que são mais do que os outros"

Logótipo de O Jogo O Jogo 30/08/2017 Hugo Monteiro

Francisco Ferreira, em estreia nos eleitos de Rui Jorge, rejeita a ideia de nivelamentos distintos na nova geração de sub-21.

O defesa-central Francisco Ferreira rejeitou esta quarta-feira a existência de uma diferença de estatutos entre os jogadores chamados pelo selecionador de sub-21 para a qualificação para o Europeu de 2019, num lote em que cabem estreantes e internacionais A.

Uma das novas apostas do selecionador para o arranque da fase de apuramento, na qual Portugal está inserido no grupo 8, o defesa do Benfica B, de 20 anos, disse que Renato Sanches, Rúben Neves ou Gonçalo Guedes, que já representaram a seleção principal, são colegas iguais a todos os outros.

"Eles não pensam que são mais do que os outros. São colegas e ajudam-nos. É claro que são mais titulados, mas não passa por aí", afirmou o jovem em conferência de imprensa realizada esta tarde na Cidade do Futebol, em Oeiras, salientando ainda a confiança manifestada pelo selecionador nacional, Fernando Santos, na visita que este fez aos sub-21 na terça-feira.

A "concorrência" e o "respeito" foram duas das características deste grupo sublinhadas por Francisco Ferreira, que, no plano pessoal, expressou a sua determinação em convencer Rui Jorge, selecionador dos sub-21, a conceder-lhe uma oportunidade frente ao País de Gales, o primeiro adversário da equipa das quinas na rota para o próximo Europeu, que se realiza em Itália e São Marino.

© Jorge Amaral/Global Imagens

"O onze é uma escolha do selecionador, estamos focados em representar Portugal e em ganhar os jogos. Queremos todos ser titulares, mas o mais importante é corresponder às expectativas. Já estive num estágio sem competição no ano passado e tem sido muito positivo. Somos outra geração, mas estamos a adquirir novos conhecimentos e a conhecer-nos melhor", frisou.

As últimas gerações deram à seleção de sub-21 uma série de resultados positivos, nomeadamente o vice-campeonato da Europa, em 2015, e uma sequência de cerca de cinco anos sem derrotas em jogos oficiais. Uma "herança pesada" que o central - também conhecido como Ferro - assumiu e desejou poder honrar com mais vitórias.

"É um legado que nos deixam. Temos de continuá-lo e, se possível, fazer melhor. Sabemos do passado, mas queremos concentrar-nos no presente", referiu, recusando, porém, que esses registos sejam sinónimos de pressão extra sobre a equipa.

Em relação ao primeiro embate, frente aos galeses, Ferro reconheceu o desconhecimento do adversário, embora tenha destacado a confiança no trabalho que está a ser desenvolvido e que o selecionador Rui Jorge transmitiu também a sua crença numa boa prestação da equipa.

"Sabemos que não é fácil, porque temos a fase de apuramento. O selecionador mostra-nos que a dificuldade vai ser maior, mas deixa-nos à vontade porque acredita em nós para passarmos", finalizou.

À margem da conferência, a seleção de sub-21 cumpriu esta tarde mais um treino na Cidade do Futebol, tendo esta sido a primeira sessão em que Rui Jorge conseguiu trabalhar com os 23 jogadores, inclusivamente com João Gamboa (Marítimo), que se limitara a fazer trabalho de recuperação física na véspera.

A seleção sub-21 volta a treinar esta quinta-feira na Cidade do Futebol, com vista ao desafio com o País de Gales, agendado para 5 de setembro, em Chaves, a contar para a primeira jornada do grupo 8 de apuramento para o Euro'2019.

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