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República Centro-Africana "não está em situação de pré-genocídio" - responsável da ONU

Logótipo de O Jogo O Jogo 11/10/2017 Administrator

O conselheiro especial da ONU para a prevenção do genocídio, Adama Dieng, considerou hoje que a República Centro-Africana "não está em situação de pré-genocídio", assunto que tem sido objeto de controvérsia desde o verão.

Numa conferência de imprensa no final de uma visita de seis dias ao país, Dieng declarou que "a República Centro-Africana não está em situação de pré-genocídio", considerando que este crime "é um processo longo".

Admitiu, no entanto, que existem "indicadores" que "podem conduzir, (...) se não forem dominados, (...) aos crimes de genocídio".

Entre os "indicadores" estão "violações graves contra populações civis devido à sua suposta pertença étnica e religiosa", mas também a fraqueza do Estado e a proliferação dos grupos armados, precisou Dieng.

No final de agosto, o secretário-geral adjunto da ONU para os Assuntos Humanitários, Stephen O'Brien, alertou a comunidade internacional para "sinais precursores de genocídio" na República Centro-Africana, o que foi desvalorizado pelo presidente do país.

Faustin-Archange Touadéra considerou "não ser justificado" falar de genocídio no seu país.

Dieng, que se deslocou a Bria (leste), palco de massacres em junho e agosto, afirmou que "a situação é grave" e condenou "com firmeza a incitação ao ódio étnico e confessional" por parte de grupos armados, milícias e "políticos cúmplices".

O secretário-geral da ONU, António Guterres, desloca-se à República Centro-Africana até ao final do mês, na sua primeira visita a uma operação de manutenção da paz desde que assumiu funções em janeiro.

Nos últimos meses têm aumentado os confrontos entre os grupos armados na República Centro Africana.

A missão das Nações Unidas no país, a MINUSCA, conta com cerca de 12.500 'capacetes azuis'.

Portugal mantém 160 militares na MINUSCA, a maior parte dos quais são comandos.

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