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REPORTAGEM Ano letivo: Escolas e vítimas dos incêndios querem normalidade em Figueiró dos Vinhos

Logótipo de O Jogo O Jogo 13/09/2017 Administrator

O Agrupamento de Escolas de Figueiró dos Vinhos (AEFV) quer assegurar normalidade no ano letivo que hoje começou, enquanto a Associação das Vítimas do Incêndio de Pedrógão Grande assume "uma palavra de esperança" para crianças e jovens.

"Estamos muito focados no nosso objetivo", que passa por ajudar os alunos das escolas dos concelhos afetados pelo fogo florestal que, há três meses, lavrou em Pedrógão Grande, no distrito de Leiria, e noutros concelhos vizinhos, disse à agência Lusa o dirigente da Associação das Vítimas do Incêndio de Pedrógão Grande, João Correia Ângelo.

Nesse incêndio, que eclodiu no dia 17 de junho, morreram 64 pessoas e mais de 200 ficaram feridas, segundo os dados oficiais divulgados na altura pelo Governo.

Realçando que importa garantir que as crianças e jovens "serão pessoas melhores" quando se tornarem adultos, João Ângelo frisou que será necessário que escola, pais e encarregados de educação e a sociedade em geral acompanhem de perto a sua aprendizagem.

"Os pais terão de lhes dar grande atenção ao longo do ano letivo", para que possam fazer "o melhor que podem" na escola, ultrapassando os impactos da tragédia que, em meados de junho, atingiu Pedrógão Grande, Figueiró dos Vinhos, Castanheira de Pera, Góis, Sertã, Penela e outros municípios da região Centro, nos distritos de Leiria, Coimbra e Castelo Branco.

O dirigente da Associação das Vítimas do Incêndio de Pedrógão Grande falava à Lusa no dia em que o secretário de Estado da educação, João Costa, presidiu à abertura do ano letivo no Agrupamento de Escolas de Figueiró dos Vinhos.

João Ângelo, cuja filha de sete anos frequenta o segundo ano, na Escola Básica 1-2 José Malhoa, que integra aquele agrupamento, perdeu quatro familiares no grande incêndio, colhidos pelo fogo na aldeia de Pobrais, concelho de Pedrógão Grande.

A diretora da associação, Fernanda Dias, disse que, "com os recursos assegurados" pelo Ministério da Educação, as escolas de Figueiró dos Vinhos "têm todas as condições para apoiar as crianças", especialmente "as situações sinalizadas" de alunos mais afetados pela tragédia.

Nos estabelecimentos do concelho, "houve o reforço de um psicólogo" preparado para as situações de catástrofe, sublinhou.

O Agrupamento de Escolas é frequentado por 560 alunos dos diferentes níveis de ensino.

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