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REPORTAGEM: Catalunha: Estudantes manifestam-se nas ruas de Barcelona contra intervenção de Madrid

Logótipo de O Jogo O Jogo 26/10/2017 Administrator

Várias centenas de estudantes universitários e das escolas secundárias manifestaram-se hoje no centro de Barcelona contra a decisão de Madrid de intervir na Catalunha e pela libertação de dois líderes separatistas presos e acusados de incitamento à violência.

"Quero a independência porque não quero pertencer a um país de ladrões liderado pelos fascistas do Partido Popular", disse à agência Lusa Joan, de 18 anos, com uma bandeira da Catalunha na mão.

A concentração foi convocada pelo Sindicato dos Estudantes com o lema "Não poderão encarcerar todo um povo" e "Contra a repressão franquista", com os cartazes a mostrarem três rostos: o rei de Espanha, Felipe VI, o primeiro-ministro, Mariano Rajoy, e o antigo ditador Francisco Franco.

"Não queremos que na sexta-feira suspendam a nossa democracia", quase chorava Ester, uma universitária de 21 anos, que só falou em castelhano quando percebeu que o jornalista era estrangeiro e não espanhol.

Muitos assobios ouviram-se quando passava um dos vários helicópteros que sobrevoaram a concentração de estudantes.

As universidades catalãs converteram-se nos últimos anos num dos mais importantes braços da mobilização separatista nas ruas da Catalunha.

"Fazemos história, fazemos a República" e "As ruas serão sempre nossas" foram alguns dos "slogans" que se liam nos cartazes.

O ambiente parecia de festa, principalmente entre os estudantes mais jovens, das escolas secundárias de Barcelona.

Uma dessas escolas deixou na terça-feira de exigir a assinatura dos pais dos alunos a autorizar a participação do seu filho ou filha numa manifestação, uma decisão muito polémica que está a indignar muitos encarregados de educação.

A porta-voz do Sindicato dos Estudantes, Marta Rosique, também manifestou o seu "apoio, afeto e solidariedade com Jordi Sànchez e Jordi Cuixart", dois dirigentes de associações cívicas separatistas presos por crime de sedição.

A ANC (Associação Nacional Catalã) e a Òmnium Cultural são acusadas de terem sido fundamentais na operacionalização do referendo, tanto na organização prévia como no próprio dia da votação.

Os movimentos separatistas estão a organizar a resistência pacífica à intervenção do Estado espanhol, que na sexta-feira deverá aprovar, no Senado de Madrid, uma série de medidas para destituir o executivo catalão, tomar conta da polícia regional (Mossos d'Esquadra) e da administração pública, até à realização de eleições regionais daqui a seis meses.

A Catalunha é a comunidade autónoma mais rica de Espanha e representa quase 20% do total produzido anualmente em Espanha, mais do que o PIB de Portugal ou da Grécia.

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