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REPORTAGEM: Grande Orquestra do Desastre, um coordenado improviso

Logótipo de O Jogo O Jogo 28/07/2017 Administrator

Quem se depara, de repente, sem nada saber, com a Grande Orquestra do Desastre em movimento, tem uma sensação de descoordenação, mas são necessários apenas uns minutos para perceber que se trata de um improviso guiado.

Miúdos, mais ou menos graúdos, saltam, cantam, batem palmas, tocam instrumentos, giram em torno dos músicos do projeto Ifriqiyya Électrique. São danças de um ritual típico do deserto da Tunísia.

"Na comunidade, toda a gente, mulheres, crianças, homens, velhos, jovens, toda a gente participa, é um ritual muito sentido. O que nos fascina mais neste ritual é a autenticidade e o fator social", explica a artista italiana Gianna Greco, que acompanha o músico francês François R. Cambuzat no projeto.

A Grande Orquestra do Desastre pretende criar uma comunicação entre músicos e não músicos, para "demonstrar que todos podem fazer música", frisa.

François e Gianna vieram ao Festival Músicas do Mundo com o projeto Ifriqiyya Électrique, mas trouxeram também a atípica orquestra, experimentando-a em Porto Covo e em Sines.

"Ouvirmo-nos uns aos outros, algo muito útil no dia a dia", é o propósito do projeto, resume François. "É uma forma de estarmos juntos, de ouvir o que o outro está a fazer, é algo que faz falta na música. Muitas vezes, o que acontece (...) é que temos um guitarrista e ele quer mostrar como é bom. Não é disso qu e se trata, é exatamente o contrário, é fazermos música juntos, ouvirmos, interagirmos com os outros músicos e fazermos as coisas avançar, juntos", explica.

Surpreendido com os resultados criativos, desta vez e há dois anos, quando experimentaram esta ideia pela primeira vez, François diz que as crianças que participam têm "uma concentração incrível" e "uma grande vontade de fazerem coisas juntas, sem egos". E recorda uma menina que participou na primeira edição e que, agora com quatro anos, já toca tuba.

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