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REPORTAGEM: Incêndios: Habitantes de Proença-a-Nova regam terrenos e munem-se de mangueiras

Logótipo de O Jogo O Jogo 24/07/2017 Administrator

Habitantes da vila de Proença-a-Nova, no distrito de Castelo Branco, já se prepararam para o caso de as chamas entrarem na sede do concelho, munindo-se de mangueiras e regando os terrenos adjacentes às casas.

Américo Marcelo foi até perto de uma das entradas da vila para ver "se via por onde é que as chamas avançavam".

O habitante de Proença-a-Nova, de 61 anos, já viu as chamas aproximarem-se da vila em 2003 e na década de 1980, mas sublinha que "nunca é fácil" lidar com um incêndio tão próximo das casas.

"Isto é uma tragédia", diz à agência Lusa Américo Marcelo, que já molhou "bem os terrenos ao pé da casa" e que agora, ao anoitecer, se prepara para voltar à sua habitação para ligar a bomba, preparar a mangueira e regar novamente os terrenos.

Por volta das 19:00, Eurico Portela e vizinhos, que moram numa das entradas de Proença, já tinham as mangueiras ligadas, para o caso de "haver algum problema", apontando para terrenos "que não estão limpos" próximos das habitações.

"Estamos prontos e preparados", realça o morador da vila, de 52 anos, que refere que a coluna de 2003 era "pior ainda" e que a vila "ficou toda cheia de fumo" - algo que, ao início da noite de hoje, ainda não acontece.

Está cortado o Itinerário Complementar (IC) 8, estrada onde meios se estão a posicionar para combater as chamas e impedir que estas progridam em direção à vila, explicou à Lusa o presidente do município, João Lobo.

O autarca voltou a referir que até ao momento não há registo de feridos nem de casas de primeira habitação destruídas pelas chamas, sendo que, para além da "maior frente" de incêndio que está próxima da vila, há outras duas, em Pergulho e Vale de Água.

Pela sede de concelho, as pessoas saem dos carros ou das casas e olham para a grande coluna de fumo que se aproxima.

Maria do Rosário Araújo anda de "coração apertado" pelo seu quintal, nas portas da vila, onde consegue avistar, de quando em vez, as chamas que parecem caminhar em direção a Proença-a-Nova.

Já sabe que em Labrunhal Cimeira, aldeia onde nasceu, "ardeu tudo à volta" e "uma casa de uma prima", conta à agência Lusa a emigrante em França, de 74 anos.

Já ouviu o barulho dos pássaros a fugir "com medo do fogo" durante a tarde e agora aponta para os corvos que também parecem voar na direção contrária de uma grande coluna de fumo que parece próxima do IC8.

"Está a arder tudo no Pergulho", avisa uma familiar, que conta a Maria que vai agora para aquela localidade.

"Ai, vais ao Pergulho? Eu fico aqui que tenho medo", responde Maria, que desde a noite de domingo para hoje não consegue "estar tranquila" com a ideia de as chamas se aproximarem da sua casa.

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