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REPORTAGEM: PR/Andorra: Marcelo vestiu camisola dos Lusitanos e diz que está ora à defesa, ora ao ataque

Logótipo de O Jogo O Jogo 08/09/2017 Administrator

O Presidente da República esteve hoje cerca de três horas em convívio com a comunidade portuguesa em Andorra, de quem disse que dá o seu suor e sangue pelo principado, e vestiu a camisola do Futebol Clube Lusitanos.

Já equipado de camisola branca, com riscas vermelhas e verdes, e tendo à sua frente os troféus do clube fundado por emigrantes portugueses em 1999, Marcelo Rebelo de Sousa foi questionado sobre a sua posição em campo.

"Eu era sempre médio esquerdo", respondeu aos jornalistas, provocando risos. "Depois, derivei um bocadinho mais para a direita, e agora estou rigorosamente ao centro", completou.

O chefe de Estado considerou que já está velho para ser ponta-de-lança e, interrogado se prefere a defesa ou o ataque, retorquiu: "Médio, ora é à defesa, ora é ao ataque. Transporta jogo, constrói jogo, mas defende".

No meio da conversa, Marcelo ia comendo uma cavaca e, desafiado pela comunicação social, que lhe perguntou se o doce estava bom, comentou: "A cavaquinha está ótima, o cavaquinho foi sempre bom".

O Presidente chegou a este convívio com a comunidade portuguesa, num complexo desportivo em Andorra-a-Velha, logo após uma atuação do cantor David Carreira, a quem deu um abraço e com quem tirou uma foto.

Depois, tendo sempre ao seu lado o chefe do Governo de Andorra, Antoni Martí Petit, entrou na sala em que o cantor tinha atuado, onde alguns milhares de portugueses o receberam em euforia.

Marcelo Rebelo de Sousa pediu palmas para as autoridades de Andorra, para o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas e para os deputados que o acompanharam nesta visita oficial, entre quinta-feira e hoje, acrescentando: "Mas importantes, importantes aqui sois vós".

"Sois vós, com o vosso trabalho, com o vosso suor, com a vossa competência, com a vossa dedicação, que estais a construir aqui o nome de Portugal, estais a contribuir para que Andorra seja rica, progressiva, poderosa e justa", elogiou o chefe de Estado.

Os emigrantes em Andorra trabalham "se preciso for, com sangue português", prosseguiu, lembrando as vítimas do acidente de 2009 nas obras do Túnel dos Valires, por onde passou hoje.

"Eu prestei, umas horas atrás, homenagem ao Carlos Marques, ao Carlos Alves, ao Tomé Ribeiro, ao António Gonçalves, ao Paulo Machado, ao Jorge Brito e ainda a mais um compatriota nosso, que não só deram o seu suor, como deram o seu sangue para construir uma Andorra melhor", disse.

O chefe do Governo de Andorra também se dirigiu brevemente aos emigrantes portugueses, a quem agradeceu, confessando-se "fã do Presidente de Portugal".

Depois, cantou-se em coro "A Portuguesa", e o convívio prosseguiu no exterior da sala, ao ar livre, com Marcelo a prometer beijar e abraçar todos os presentes.

Portugueses da Póvoa de Lanhoso, do Porto, de Valpaços quiseram estar perto do Presidente, que tirou incontáveis fotos, antes de encerrar esta visita oficial de cerca de 24 horas ao Principado de Andorra.

"Se eu chegar mais tarde a Portugal, não faz mal, porque isto é uma ocasião única que não pode ser perdida", observou.

Muitos dos emigrantes que estiveram neste encontro querem voltar a Portugal, como Andreia, do Porto, há 13 anos em Andorra, que trabalha nos serviços de limpeza: "Penso em voltar às minhas raízes, que eu adoro Portugal, mas continuo por uns anitos".

É também o caso de Ilda, natural de Cabo Verde, que está há 25 anos no principado e presta assistência a idosos. "Vou lutando pela vida para voltar um dia para o meu Portugal pequenino, que eu tanto amo", disse à Lusa.

O presidente dos Lusitanos, António da Silva Cerqueira, que chegou ao principado há três décadas, e está com 63 anos, contou que lhe "falta pouco para tornar" à sua terra, Ponte da Barca.

Outros, contudo, como José Manuel, de Braga, que veio há 27 anos para Andorra e tem uma empresa de construção civil, não pensam voltar: "Tenho os filhos aqui já a estudar, também, já têm nacionalidade Andorrana, tenho a vida feita aqui. Todos os anos vamos de férias, mas é para ficar".

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