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REPORTAGEM: Venezuela: Cidade fronteiriça vive do Brasil para combater inflação

Logótipo de O Jogo O Jogo 16/09/2017 Administrator

A proximidade com o Brasil, de algumas localidades venezuelanas, como a cidade de Puerto Ordáz, tem minimizado a falta de abastecimento de produtos básicos, cujos altos preços os tornam inacessíveis para grande parte da população.

"Aqui, em Puerto Ordáz, há escassez, mas não como noutras cidades da Venezuela. Puerto Ordáz é como uma Venezuela dentro de outra, em que as faltas não se têm acentuado tanto", explicou o engenheiro industrial Pedro Nuno Santos Vieira.

Em declarações à Agência Lusa, explicou que a Venezuela é um país com "paradigmas" em que, por exemplo "não há massa venezuelana, mas há massa italiana, não há farinha venezuelana mas há brasileira e não há ketchup ou maionese da Venezuela, mas há importada".

"As pessoas acabam por pagar o preço que há", disse.

Por outro lado, explicou, a cidade foi fundada na década de 1960, com grande investimento americano e "tem importantes empresas de minério e hidroelétricas".

"Com a construção das barragens" chegaram milhares de portugueses.

Por outro lado, o empresário vidreiro, Fernando da Silva Ferreira, lembra-se que foram os portugueses que desenvolveram Puerto Ordáz.

"Fizemos crescer a cidade. Não havia nada, apenas selva. Somos pioneiros nesta cidade em tudo", frisou.

Quanto ao abastecimento de produtos explicou que chegam com alguma regularidade, mas a preços muito altos, até para alguns portugueses.

"Já não estamos a viver, estamos a sobrevier. Não sei como fazem as pessoas para poder sobreviver. Os preços são sumamente caros e é difícil arranjar coisas básicas, como comidas e produtos de higiene", disse.

Por outro lado o empresário da área de restauração, José Camacho, diz que é possível viver melhor em Puerto Ordáz que em Caracas.

"A nível nacional há muita dificuldade para conseguir alimentos. Aqui não temos esse problema porque as coisas chegam do Brasil. Acontece que é mais caro, mas sempre há comida e alimentos para sustentar o pessoal", disse.

Consultado sobre o assunto o empresário da panificação, João Gonçalves Macedo, explicou que o mercado local está "dolarizado" a pesar de as vendas continuarem a ser feitas em bolívares o que tem provocado a baixa das vendas.

"Trazemos do Brasil manteiga, margarina, açúcar e óleo. Inclusive os produtos (básicos) estão à venda inclusive nos supermercado, mas são produtos muito caros para a economia venezuelana", frisou.

Por outro lado Hilda Maria Nogueira de Azevedo, proprietária de um restaurante, insiste que há muitas coisas que faltam e por isso é preciso ir adaptando o cardápio constantemente.

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