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REPORTAGEM: Venezuela: Menos eleitores e mais protestos e bloqueios em Caracas

Logótipo de O Jogo O Jogo 30/07/2017 Administrator

Os centros eleitorais de Caracas registavam ao início da tarde de hoje (noite em Lisboa) menos afluência para participar nas eleições para a Assembleia Constituinte promovida pelo Presidente Nicolás Maduro, enquanto nas ruas a presença policial era forte.

Num percurso realizado pela agência Lusa, sentia-se o aumento da presença policial nas ruas da capital, a presença de pessoas em protesto e os bloqueios de estradas (estes últimos sem pessoas por perto), principalmente na zona leste de Caracas, onde a oposição tem mais apoio popular.

Entre os locais onde era visível menor afluência de pessoas às urnas está o Colégio Universitário de Caracas, em El Bosque. No entanto, há registo de idêntica situação em Sabana Grande e até mesmo em localidades afetas ao chavismo, como Cátia (oeste).

Em Chacaíto, Chacao, Bello Campo e Altamira, apesar dos bloqueios, dezenas de oficiais das forças de segurança circulavam em motos, em grupos, enquanto as pessoas olhavam pelas janelas dos edifícios, tentando perceber o que faziam e para onde iriam.

Ainda em Chacaíto, pelas 13:30 horas locais, a agência Lusa testemunhou o momento em que os populares gritavam "malditos, malditos" perante a presença de um canhão de água da polícia.

Dois polícias surgiram das proximidades do Metropolitano e juntaram-se a um grupo de oficiais da Polícia Nacional Bolivariana, enquanto vários jovens lhes atiravam pedras, numa alegada resposta a uma provocação.

Por outro lado, meia hora mais tarde, já em Altamira, uma moto da Guarda Nacional Bolivariana (GNB, polícia militar) explodiu, aparentemente devido a algo que estava na rua, talvez uma bomba de gás lacrimogéneo. Minutos depois o guarda que terá ficado ferido e queimado, era levado pelos companheiros, numa moto, para um centro médico.

A cem metros de distância a Agência Lusa tentou precisar, sem sucesso, o que tinha acontecido, mas uma chuva de bombas de gás lacrimogéneo e uma grande nuvem negra impediram a visibilidade e obrigaram a retroceder.

Dezenas de pessoas correram em vários sentidos e um dos poucos restaurantes de comida rápida, que estavam abertos, fechou as portas, para garantir a segurança do pessoal e clientes, e para evitar que os manifestantes entrassem.

A circulação tornou-se mais difícil, rapidamente foram bloqueadas mais estradas, e jovens com máscaras antigas decidiram avançar.

Entretanto, segundo a imprensa local, a polícia atacou vários jornalistas, disparando tiros de borracha e bombas de gás lacrimogéneo. Há denúncias de que uma moto usada pela imprensa foi incendiada pelas forças de segurança.

Nas proximidades, dezenas de pessoas concentraram-se na Avenida Francisco de Miranda, em Chacao, enquanto um pouco mais a sul, a GNB tomava os acessos à autoestrada Francisco Fajardo, para impedir que a população se manifestasse.

Em algumas zonas do leste de Caracas, os condutores ficaram retidos entre dois bloqueios, como o caso da Avenida Libertador, onde a Agência Lusa teve que negociar para que conseguir seguir caminho, neste caso oferecendo o que foi pedido: "dinheiro para comprar algo para comer".

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