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Representantes dos trabalhadores da PT reúnem-se hoje com nova presidente

Logótipo de O Jogo O Jogo 06/09/2017 Administrator

Os nove sindicatos representativos dos funcionários da PT Portugal e a Comissão de Trabalhadores reúnem-se hoje com a nova presidente, Cláudia Goya, para exigir a resolução de problemas laborais e o regresso dos trabalhadores transferidos para outras companhias.

Os sindicatos e a Comissão de Trabalhadores da PT Portugal solicitaram uma reunião com a nova presidente executiva da operadora de telecomunicações, que assumiu funções em julho, e que manifestou "disponibilidade para receber" os representantes dos trabalhadores, mas "não antes de tomar conhecimento dos dossiês, de forma a fazer uma primeira avaliação dos assuntos relevantes".

Em declarações à agência Lusa, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Portugal Telecom (STPT) -- uma das estruturas presentes no encontro -- disse esperar que "alguma coisa mude relativamente àquilo que tem acontecido", desde logo, depois do relatório da Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT), "que coloca em causa a forma como a empresa tem sido gerida".

Em ações inspetivas realizadas na PT/Meo entre janeiro e julho deste ano, a ACT detetou várias infrações, tendo recolhido "evidências da existência de situações de assédio" aos trabalhadores, entre outras violações laborais.

Além deste assunto, o encontro vai também servir para lembrar "compromissos assumidos ainda antes da compra da PT", como a manutenção do diálogo com os sindicatos, "o que não tem vindo a acontecer", segundo o presidente do STPT, Jorge Félix.

"Estas coisas terão de ser colocadas à engenheira Cláudia Goya na esperança de ela perceber que esta situação e que este tipo de gestão não pode nem deve ter continuidade na nossa empresa porque não é esse o melhor caminho para desenvolver a PT e de a pôr como líder", frisou.

Outro dos assuntos que será abordado é a mudança de 155 funcionários para outras empresas -- Tnord, Sudtel, Winprovit e ainda Visabeira --, recorrendo à figura jurídica de transmissão de estabelecimento. Destes, o sindicato do grupo PT diz que cerca de 30 já rescindiram contrato com a empresa, o que considera ser um dos objetivos deste processo.

Os trabalhadores que passaram para outras empresas mantêm os direitos laborais contratuais que tinham na PT, mas apenas durante 12 meses, como definido na lei, pelo que o sindicato teme que possa haver despedimentos terminado esse prazo.

Na reunião, o STPT vai exigir a reversão desta situação e a recolocação destes trabalhadores em "funções compatíveis com a sua categoria e com a sua qualificação".

"Se nada disto resultar, não deixaremos também de analisar a argumentação necessária para podermos vir a apresentar em tribunal uma série de queixas quanto à gestão que está a ser feita, quanto à transmissão e quanto à situação relacionada com o não exercício de funções normalmente estabelecidas", concluiu Jorge Félix.

A operadora de telecomunicações PT, detida há dois anos pela francesa Altice, tem sido alvo de protestos por motivos laborais.

Nos últimos dois anos, houve cerca de 1.400 rescisões contratuais e cerca de 300 trabalhadores ficaram sem funções.

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