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Responsável europeu defende necessidade de cooperação entre cientistas sobre oceanos

Logótipo de O Jogo O Jogo 26/10/2017 Administrator

O trabalho dos cientistas é importante para obter informação sobre os oceanos, acerca dos quais há pouco conhecimento, mas é preciso cooperação para evitar duplicar trabalho, defendeu hoje o diretor-geral da Comissão Europeia para o mar. "A investigação sobre oceanos é muito precisa, mas não há nenhum país sozinho que consiga fazer [tudo], por isso vim passar uma mensagem de que o que estão a fazer é importantíssimo, [mas] é preciso cooperar", afirmou ...

O trabalho dos cientistas é importante para obter informação sobre os oceanos, acerca dos quais há pouco conhecimento, mas é preciso cooperação para evitar duplicar trabalho, defendeu hoje o diretor-geral da Comissão Europeia para o mar.

"A investigação sobre oceanos é muito precisa, mas não há nenhum país sozinho que consiga fazer [tudo], por isso vim passar uma mensagem de que o que estão a fazer é importantíssimo, [mas] é preciso cooperar", afirmou hoje à agência Lusa João Aguiar Machado.

O diretor-geral dos Assuntos Marítimos e Pescas da Comissão Europeia apontou ainda a relevância de haver um programa estratégico em que os diversos institutos de investigação possam aprofundar temas e partilhar temáticas "e assim melhor se organizar".

O responsável da Comissão Europeia participou na segunda conferência sobre oceanos da 'JPI Oceans', uma plataforma de duas dezenas de países da União Europeia, a decorrer em Lisboa, e que reúne cientistas de vários países para analisar a sustentabilidade do mar.

"Todos os investigadores que estão aqui percebem quais são os desafios e o estado em que estão os oceanos, o importante é promover uma investigação que cruze vários institutos e vários sistemas a nível europeu", especificou João Aguiar Machado, falando à Lusa à margem da conferência.

Não deixou de realçar "o trabalho que estão a fazer para demonstrar a importância dos oceanos para a vida humana", apontando que "as pessoas começam a dar-se conta" do papel do mar e também dos problemas que enfrenta, como a poluição, nomeadamente pelos microplásticos, "mas o conhecimento ainda é muito pouco".

O diretor-geral alertou que, se não houver organização, os países fazem trabalhos de investigação que se duplicam e "o programa JPI é precisamente para discutir objetivos estratégicos comuns e depois repartir o trabalho".

"Todos os investigadores que estão aqui percebem quais são os desafios e o estado em que estão os oceanos, o importante é promover uma investigação que cruze vários institutos vários sistemas a nível europeu", resumiu o responsável.

João Aguiar Machado recordou que, na quarta-feira, foi realizada uma 'call' para candidaturas a apresentar à Comissão Europeia na área da economia azul, que será publicada na sexta-feira, e recordou que o programa Horizonte 2020 destina 234 milhões de euros para esta área e para o período de 2018 a 2020.

No seu discurso, salientou que a cooperação não deve ficar nas fronteiras da União Europeia, e referiu-se à conferência "Nossos Oceanos", realizada no princípio de outubro em Malta, e aos compromissos ai definidos que "confirmaram que esta geração tem uma posição única para dirigir-se às necessidades urgentes dos oceanos".

O encontro de Malta focou vários assuntos, como a sustentabilidade ou a sobrepesca, mas também a economia azul e a segurança marítima, apontadas como uma oportunidade para crescimento e criação de empregos.

O microplástico é um dos temas que preocupam os investigadores e está a ser muito focado nas apresentações realizadas na conferência.

Para o diretor-geral, "as pessoas não veem o microplástico e a ainda falta muita sensibilização e um dos eixos do trabalho do JPI é sobre isso".

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