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Ressaltos de bola a ter em conta no sintético de Andorra

Logótipo de O Jogo O Jogo 06/10/2017 Francisco Sebe

Nuno Cristóvão, treinador da equipa feminina do Sporting, fala das especificidades do relvado que a Seleção vai encontrar amanhã em Andorra

© EPA/José Sena Goulão

É num relvado sintético que a Seleção Nacional vai medir forças com Andorra e em conversa com O JOGO, Nuno Cristóvão reconhece que há "grandes diferenças" entre este tipo de piso e a relva natural. Conhecedor das duas superfícies, uma vez que a equipa de futebol feminino do Sporting, que orienta, joga em ambas, o treinador fala de algumas especificidades que é preciso ter em conta. "Há vários tipos de sintéticos, uns mais duros, outros menos duros, uns com relva mais alta ou mais baixa e tudo isso tem muita influência no que respeita ao contacto directo com a bola e a superfície de jogo. Pelo que me pude aperceber, a este sintético junta-se a questão das dimensões do campo. Na minha opinião, as equipas menos dotadas tecnicamente, com um piso de dimensão inferior têm sempre mais vantagem, mas quem joga bem, joga bem em qualquer lado", refere o treinador que levou a equipa feminina leonina à dobradinha na época passada e já ergueu a Supertaça no último mês.

"Os sintéticos deveriam ser regados e raramente são regados. Resta saber se o sintético de Andorra é de última geração ou de alcatifa, porque a alcatifa ainda é menos parecida com a relva natural do que os sintéticos de última geração, em termos de ressalto e velocidade." Além destas características, o calçado também é importante e para Nuno Cristóvão "as botas com pitons circulares são as melhores." A maior propensão para as lesões graves é também associada aos sintéticos, situação que o treinador do Sporting relativiza. "Na verdade, as lesões ocorrem em ambos os pisos", comenta, lembrando um episódio ocorrido quando o Benfica era treinado por José Antonio Camacho. "Há uns anos, houve uma grande polémica com lesões na equipa sénior do Benfica que treinava sempre em campos relva natural, mas todos eles diferentes. Falava-se no preparador físico, mas muita gente esquecia-se da questão dos relvados diferentes. A construção do campo, a caixa do campo era diferente de campo para campo e isso tem muito peso ao nível dos jogadores. Aqui nos sintéticos é semelhante. Há campos que por baixo têm só areia, outros têm uma parte de alcatrão, outros têm areia e alcatrão e há outros em que a relva sintética se aplica noutro tipo de superfície", sublinha.

No entender de Nuno Cristóvão, "o grande problema" passa pela ausência de minutos de treino ou jogo em sintéticos, mas quando pisarem o relvado, os jogadores portugueses vão aperceber-se do tipo de ressalto da bola e velocidade com que pode e deve ser jogada, como já aconteceu nesta fase de apuramento contra as Ilhas Faroé. "Não é uma situação nova e acho que Portugal não terá muitas dificuldades para obter um resultado positivo e a Seleção tem obrigação de resolver o jogo nem que seja por meio a zero. E se estivesse no lugar do engenheiro Fernando Santos fazia exatamente o mesmo. Se a Seleção está habituada a treinar em relva natural, continuava a treinar em relva natural e depois faria o treino de adaptação no outro dia em Andorra. Se calhar, será mais prejudicial fazer uma mudança radical do que seguir o percurso normal de treino."

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