Ao utilizar este serviço e o conteúdo relacionado, concorda com a utilização de cookies para análise, anúncios e conteúdos personalizados.
Está a utilizar uma versão de browser mais antiga. Utilize uma versão suportada para obter a melhor experiência possível com o MSN.

Retomar apoio a Orçamento moçambicano depende da sustentabilidade da dívida - BM

Logótipo de O Jogo O Jogo 24/07/2017 Administrator

O diretor-executivo do Banco Mundial (BM), Andrew Mvumbe, disse hoje que a reativação do apoio da instituição ao Orçamento do Estado de Moçambique vai depender da sustentabilidade da dívida do país, considerando imperioso o controlo das contas públicas.

"A questão da sustentabilidade da dívida é crítica [para a retomada do apoio ao Orçamento do Estado], a sustentabilidade da dívida é parte da avaliação para a retomada do apoio orçamental", afirmou o zimbabueano Andrew Mvumbe, em conferência de imprensa sobre a visita de dois dias que realiza a partir de hoje ao país.

Segundo Mvumbe, a avaliação sobre a existência de condições para a retomada da ajuda financeira a Moçambique terá em consideração o sucesso do esforço do Governo para a restruturação da dívida pública, incluindo as dívidas ocultas.

"Teremos de olhar para os indicadores e o que pode ser feito em termos de oportunidade para restrutura e tornar sustentável a dívida, de modo a ajudar o país", sublinhou o diretor-executivo do BM.

Por seu turno, o representante do BM em Moçambique, o norte-americano Mark Lundell, explicou que a decisão da instituição de manter congelado o apoio direto ao Orçamento do Estado não vai afetar a ajuda a áreas sociais prioritárias, como a educação, saúde, agricultura e infraestruturas.

Mark Lundell explicou que a manutenção da ajuda às áreas sociais chave deve-se à necessidade de evitar que a população, sobretudo as camadas mais carenciadas, sejam penalizadas com o corte da ajuda ao Orçamento do Estado.

O BM suspendeu a ajuda ao Orçamento do Estado de Moçambique em finais de 2015 quando começaram a surgir as primeiras notícias de que o anterior Governo avalizou secretamente dívidas superiores a dois mil milhões de dólares, entre 2013 e 2014.

O Fundo Monetário Internacional e os países doadores que mais apoio prestam ao Orçamento do Estado moçambicano também congelaram as suas contribuições, na sequência da descoberta das referidas dívidas

O diretor-executivo do BM, Adrew Mbumbe, anunciou hoje em Maputo que a instituição vai desembolsar nos próximos três anos 1,2 mil milhões de dólares para Moçambique, visando o financiamento da agricultura, saúde, educação e infraestruturas.

"O envelope financeiro para Moçambique para os próximos três anos é estimado em 1,2 mil milhões de dólares", afirmou o Andrew Mvumbe, na conferência de imprensa, que marcou o início da sua visita de dois dias.

AdChoices
AdChoices

Mais de O Jogo

image beaconimage beaconimage beacon