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Ricardo Candeias: "É enriquecedor absorver as bases do êxito francês"

Logótipo de O Jogo O Jogo 24/07/2017 Hugo Monteiro

Um dos mais conceituados jogadores lusos, guarda-redes com passagens por FC Porto, Benfica, Sporting e Belenenses, vive aventura no estrangeiro, onde, garante, trabalha com os melhores do mundo.

Aos 37 anos, Ricardo Candeias está cada vez mais ligado à modalidade que abraçou desde tenra idade. Quer evoluir ainda mais e aprender, com a ideia de incentivar os jovens. E nos pavilhões, claro, quer continuar a ganhar.

Saiu do Pontault, vai para o Chartres, para continuar a jogar no andebol francês. Alguma razão especial para a mudança?

-Nenhuma em especial. Surgiu a proposta, sei que as coisas estavam a correr bem e podia ter continuado no Pontault, mas quis viver outra realidade e aceitei este desafio. E lá estou eu no Chartres!

Terceira época em França é sinal de que está, naturalmente, satisfeito...

-Estou a gostar, trata-se de uma experiência muito boa. Felizmente, não me posso queixar do modo como têm decorrido as épocas, apesar de neste ano ter sofrido uma lesão de certa forma grave. Mas, no campo desportivo, o rendimento tem sido deveras satisfatório e é também isso que me leva a continuar.

Ainda por cima, num andebol de nível altíssimo.

-No meu caso, é enriquecedor absorver as bases do êxito francês, perceber como um país, que é dos melhores do mundo, senão o melhor a nível de trabalho federativo, prepara os atletas. A França ganha campeonatos da Europa, do mundo, conquista primeiras posições nos Jogos Olímpicos, e tudo isso a partir de um trabalho que transporta desde a formação. Aliás, a formação é a base do desporto francês e eu quero perceber como se monta este sistema. É gratificante, sobretudo para mim, que gosto de ensinar e de aprender e de passar aos jovens todas estas mensagens a propósito do que de melhor se faz lá fora.

Mas as diferenças são abismais?

© André Vidigal/Global Imagens

-A aposta é também muito governamental. Logo, envolve a necessidade de apoios financeiros elevados, que são garantidos, mas que têm retorno nos resultados, que aparecem com frequência. Estamos a falar de um país maior, com outra estrutura financeira, com uma base de recrutamento bastante elevada, mas o sistema está lá, desde as camadas jovens e da iniciação até ao topo. E funciona bem.

E o Chartres, que objetivos?

-Subir de divisão. Sei por experiência própria que é um campeonato bastante competitivo, talvez mais duro nesta época, mas espero que os nossos objetivos se cumpram.

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