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Ricardo Costa a O JOGO: "36 anos? Sinto-me como se fossem 26"

Logótipo de O Jogo O Jogo 24/07/2017 Hugo Monteiro
© Fernando Fontes/Global Imagens

Não escolheu o melhor contrato nem o clube maior, mas foram os amigos e o projeto que o seduziram e anda feliz, com ar de miúdo. Estar bem, nesta fase, só tem um segredo: "Não teres lesões"

Por que decidiu regressar?

-Queria voltar a Portugal. Tinha propostas de Espanha, para continuar na Suíça e de cá, só que fui seduzido pelo Carlos Carneiro, pelo Pepa; também pelo presidente, mas mais pelos meus colegas. Pepa foi meu companheiro na Seleção, fomos campeões europeus de sub-18, temos uma relação muito próxima. O Carlos Carneiro fez um grande trabalho, apresentou-me o projeto, em sintonia com o que pretendia. Não vou para um clube por ir. Com a idade com que estou, por me sentir bem, por não ter lesões, estar bem fisicamente e preparado para um novo desafio, vim para cá e estou extremamente contente. É uma família de pessoas humildes que trabalham todos os dias com o intuito de fazer o clube crescer e eu tento, dentro da minha experiência, que é vasta, aportar algo mais. Isso faz com que, aos 36 anos, esteja ativo, como se fossem 26, sempre com vontade de aprender.

Mesmo que à custa de um contrato financeiramente mais vantajoso?

-Quando voltei, já sabia que o aspeto financeiro não era a prioridade. Quis vir para um projeto. Escolhi Tondela porque sinto ser diferente.

Não preferia um projeto que oferecesse menos... reticências? O Tondela tem sido uma aflição permanente.

-Sinceramente, sou aventureiro, desafiador, mas, se dou um passo, é porque sinto que posso fazê-lo. Por exemplo, quando fui para o Wolfsburgo, tinha saído do FC Porto campeão europeu, intercontinental. Tinha Paris Saint-Germain, Marselha, Génova, esses clubes. Liga-me o Felix Magath, o treinador que tinha por detrás todo o poderio da Volkswagen, e diz-me: "Ricardo, não te preocupes, que em três anos vamos ser campeões". Respondi: "Vamos ser realistas, vocês estão a lutar para não descer". Não baixaram porque ficaram a um ponto da linha de água, tiveram uma sorte dos diabos! No ano a seguir, ficámos em quinto e, na primeira volta, tínhamos 19 pontos, estávamos quase em último... Ou seja, a questão, às vezes, é acreditar nos projetos e nas pessoas que tos apresentam. Adoro chegar ao treino, ver rapazes de 20 e 21 anos e eu lá no meio deles. Olho para eles e penso: tenho de correr mais do que eles! Todas essas coisinhas é que me levaram a aceitar este projeto. Não é o salário, a casa, o hotel, o estádio. É isto tudo. Foi bem preparado, bem ponderado. Agora, no final da época, vamos ver. A mim, o presidente disse-me que quer jogar a Liga Europa, por isso, uma pessoa tem que tentar! [sorri]

O que se pode esperar do Tondela?

-Há que ser sólidos e encarar cada jogo como uma final. Dentro de campo, é para dar a vida, é para sofrer, e é juntos, a trabalhar em equipa. Não há segredos: podes ter 11 Maradonas, mas, se não jogares em equipa, vais perder. Essa tem de ser a nossa virtude.

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