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Ricardo Costa em entrevista: "FC Porto? Vai ser estranha a semana que antecede o jogo"

Logótipo de O Jogo O Jogo 24/07/2017 Hugo Monteiro

Joga com cara de mau, mas vive com um sorriso. Aos 36 anos, o que mais impressiona em Ricardo Costa não é o físico sequinho de atleta, mas a alegria de quem está de bem com a vida. Fala de tudo em paz e vive cada dia "como se fosse o último". "Tens de fazer o que te dá prazer na vida", explica quem anda contente no Tondela, o mais aflito dos aflitos dos últimos campeonatos. Depois de dez anos emigrado, este foi o projeto que escolheu.

Defrontar o clube onde passou os melhores momentos da carreira vai implicar uma semana anterior difícil.

O que se passa com o FC Porto?

-Estando fora, no estrangeiro, não sei.

Mas deve ser surpreendente assistir a este ciclo sem títulos?

© Global Imagens

-São fases. O FC Porto, quando lá estava, limpou tudo. Agora, o Benfica ganhou quatro anos; o Sporting está a tentar reduzir distâncias... Não se pode dizer nada, estando fora. Sei o que aquela casa gasta, mas... é o momento. E está para o Benfica. Logicamente, toda a gente vai tentar mudar. É a mesma coisa que toda a gente dizer do Tondela que vai lutar para não descer. A gente diz não, e na segunda jornada temos o FC Porto e vamos jogar para ganhar. E o futebol é isto. Só ganha quem estiver mais bem preparado. O FC Porto, se calhar, não está a ganhar os títulos porque não está bem preparado.

Costuma ver os jogos?

-Vejo, mas a realidade é que o Benfica tem sido mais sólido. Houve momentos concretos em que não facilitou e o FC Porto facilitou. Quando podia ganhar ao Vitória de Setúbal e aquilo mudava, não o fez. O Couceiro, que também conhecia aquela casa, jogou lá à vontade e empatou.

Vai ser estranho jogar contra o FC Porto?

-Acho que vai ser estranha a semana que antecede o jogo. É uma casa que me deu tudo e conheço muito bem as pessoas. Agora, vou respeitar a minha equipa e fazer o máximo, que é anular tudo e tentar marcar um golo. Toda a gente sabe o sentimento que tenho por aquele clube, mas sabe a minha personalidade. Eles conhecem-me! Acima de tudo, tenho de ser aquilo que sou, verdadeiro e profissional de futebol. Depois, quando acabar, vou dar a camisola ao Moreno [Fernando Brandão, técnico de equipamentos, n.d.r.]. Já sei que ele não vai aceitar, porque vai ficar na azia, se perder o jogo. [sorri] Vão todos embora, vai tudo chutar baldes... é o futebol!

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