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Ricardo Pereira em exclusivo: "Vou esperar para ver o que deseja o FC Porto"

Logótipo de O Jogo O Jogo 28/05/2017 Hugo Monteiro

Jogador do FC Porto, o internacional português passou dois anos no Nice por empréstimo e aproveitou a oportunidade para jogar com regularidade e brilhar numa das principais ligas europeias.

Uma aposta ganha. É desta forma que Ricardo Pereira, 23 anos, vê a sua passagem por França onde conseguiu o feito de brilhar numa época a lateral-esquerdo e na outra no flanco contrário. No Nice não será tão depressa esquecido.

Que balanço faz desta sua segunda época no Nice?

-Muito bom. O primeiro ano já tinha corrido bem e consegui fazer ainda melhor neste segundo ano... Foram dois anos excelentes. Conseguimos fazer um lugar no pódio o que já não acontecia para o Nice há mais de 40 anos, foi fantástico.

O que mudou de uma época para a outra?

-Mudou o treinador - Lucien Favre substitui Claude Puel - e também alguns jogadores. A contratação de alguns jogadores mais experientes, nomeadamente o Dante, que está habituado a jogar em grandes clubes e competições, permitiu-nos subir o nível. Na época passada éramos uma equipa jovem com qualidade, mas este ano juntámos-lhe maturidade. O Dante foi fundamental, sobretudo na defesa, para nos dar estabilidade e manter os pés assentes na terra. Aprendemos a saber gerir os momentos, ganhámos vários jogos pela diferença mínima.

A época passada jogou a lateral-esquerdo, esta passou para o lado direito, mas no fim do ano terminou como extremo...

-Depois do regresso da lesão esta época joguei sempre no ataque. Posso dizer que a defesa-direito já estava confortável. Quando voltei a jogar à frente, não é que me sentisse fora de sítio mas notei que tinha perdido algumas rotinas do lugar. Mas ao fim de três jogos voltei a sentir-me bem.

Por que razão jogou à esquerdo em 2015/16?

-Foi uma coisa esporádica. O defesa-esquerdo titular estava lesionado. Quando vim para o Nice, o treinador sabia que eu no passado já tinha feito alguns jogos naquela posição e perguntou-me se não tinha problemas em jogar ali. Tive de ganhar as rotinas do lugar e corrigir certas coisas simples, como o facto de estar habituado a fazer a receção de bola com o pé direito e ir para dentro. Logo após o primeiro jogo, o treinador falou comigo e disse-me para aproveitar a minha velocidade e ir com a bola também pela linha. Foi uma questão de ganhar confiança.

Essa polivalência não o prejudicou?

© Eric Gaillard/Reuters

-Ser polivalente pode ser bom e mau. No meu caso foi bom. Joguei muito e penso que agora até tenho mais uma arma que é esta capacidade de jogar em várias posições.

O Nice liderou várias jornadas e acabou em terceiro na liga. Podia ter ido mais longe?

-Acredito que sim. Estávamos na liderança e nunca saímos do nosso caminho, jogando jogo a jogo. Mas tivemos algum azar. O Mónaco fez uma grande época, o PSG é muito forte... Entre dezembro e janeiro, estivemos cinco jogos sem ganhar fora, foi numa altura em que tivemos algumas lesões e o Seri esteve na CAN pela Costa do Marfim. Quebrámos nesse momento. Mas foi uma excelente época, devemos estar orgulhosos e felizes.

Tem mais dois anos de contrato com o FC Porto, já teve alguma conversa sobre o seu futuro, vai regressar ao plantel?

-Para já ainda não sei de nada. Os responsáveis do FC Porto também terão mais em que pensar ainda, mas acredito que em breve venha a ser contactado. Terminou o meu empréstimo e agora vou aguardar. Depende do FC Porto.

Pessoalmente, tem preferência sobre o destino a dar à sua carreira? Regresso ao FC Porto, continuar em França ou noutro clube estrangeiro?

-Sabendo que isso não depende só de mim, não adianta estar a falar. Vou esperar para ver o que deseja o FC Porto e, então, discutir com eles, isto se houver algo que possa ser discutido.

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