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Rivais palestinianos tentam negociar reconciliação no Cairo a partir de terça-feira

Logótipo de O Jogo O Jogo 09/10/2017 Administrator

O movimento Hamas e o rival palestiniano da Fatah enviaram hoje emissários para o Cairo para negociar a reconciliação das duas organizações, dando sequência ao anunciado na semana passada, indicaram fontes oficiais.

Segundo as fontes, as discussões decorrerão à porta fechada e devem iniciar-se terça-feira na capital egípcia, prevendo-se que se prolonguem por vários dias, de forma a darem-se passos concretos de aproximação entre o Hamas e a Fatah, 10 anos depois da divisão.

Na mesa estarão temas "extremamente delicados", acrescentam as fontes, exemplificando com a partilha de poderes e com controlo da segurança na Faixa de Gaza, liderado pelo Hamas desde 2007, quando se afastou da Fatah e que deixou a Autoridade Palestiniana à beira de uma guerra civil, que não veio a verificar-se.

A Autoridade Palestiniana, entidade reconhecida internacionalmente e era suposto prefigurar um Estado palestiniano independente, é dominada pela Fatah, exercendo o seu poder limitado a Cisjordânia, por sua vez ocupada por Israel e que dista algumas dezenas de quilómetros da Faixa de Gaza.

Em setembro, o Hamas, sob pressão, aceitou o regresso da Autoridade Palestiniana e do governo a Gaza, tendo o regresso sido materializado com grande pompa há cerca de uma semana, quando se realizou o primeiro Conselho de Ministros naquela cidade desde 2014.

O que está em jogo é "considerável", asseguram as fontes, destacando que o objetivo de curto prazo é o destino de dois milhões de habitantes de Gaza, assolados por três guerras com Israel desde 2008, o bloqueio israelita e egípcio, a pobreza, o desemprego e a penúria de água e eletricidade.

O de médio e longo prazos passa pela própria divisão palestiniana, o que as fontes consideram como um dos maiores obstáculos à resolução do conflito israelo-palestiniano.

Por outro lado, as delegações do Hamas e da Fatah devem definir os termos exatos da colaboração com o Egito, o grande vizinho e intermediário histórico que tem desempenhado um papel primordial na aproximação das partes palestinianas.

Segundo a agência noticiosa palestiniana Wafa, a delegação da Fatah integra personalidades como o chefe de Informações da Autoridade, Majed Farraj, e também Fayez Abou Eita, responsável do partido em Gaza.

A do Hamas é liderada pelo seu chefe em Gaza, Yayhya Sinouar, apoiado por Salah al-Arouri, quadro no exílio e considerado oficialmente o "número dois" do movimento.

"Não nos vemos desde a separação", assegurou domingo Sinouar, após uma reunião da comissão político do Hamas.

De qualquer forma, há outros assuntos que, segundo as fontes, podem constituir motivos de rutura, como o futuro dos 25.000 homens da ala armada do Hamas, que avisou, ainda na fase anterior, que o tema não estaria presente nas negociações.

O Hamas aguarda também o levantamento das sanções financeiras impostas pelo presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmoud Abbas, para obrigar o movimento em Gaza a ceder.

Entre elas está a recusa da Autoridade Palestiniana pagar a Israel a fatura de eletricidade de Gaza.

"Regressaremos depois, quando o Governo estará em condições de assumir as suas responsabilidades", afirmou Abbas.

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