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Rixa entre claques de Benfica e Sporting começou em Alvalade

Logótipo de O Jogo O Jogo 24/04/2017 Alcides Freire

A Polícia Judiciária investiga suspeita de que a morte de adepto leonino na Luz foi vingança de um primeiro confronto.

A morte por atropelamento de Marco Ficini, um adepto italiano do Sporting, nas imediações do Estádio da Luz antecipou e manchou da pior forma o dérbi de sábado, mas a Polícia Judiciária (PJ), apurou O JOGO, suspeita que tudo poderá ter começado em Alvalade. A rixa que tirou uma vida anteontem de madrugada terá configurado um segundo confronto entre grupos afetos às claques dos dois rivais de Lisboa, sendo que o condutor - que continua a monte - terá sido agredido na alegada primeira altercação, na zona próxima ao estádio dos verdes e brancos. A troca de SMS a combinar ambos os confrontos é também fortemente considerada e está a ser escrutinada.

© Fornecido por O jogo

Ainda durante o dia de ontem, tal como o nosso jornal oportunamente noticiou, a PJ passou rapidamente a tratar o sucedido como um homicídio, tese que tem ganho consistência nas últimas horas. O condutor, alegado membro de claques do Benfica, pôs-se em fuga e continua a monte. Segundo relatos de testemunhas e após recolha de imagens cedidas pelo clube encarnado e do visionamento de vídeos amadores, os pormenores da intencionalidade e brutalidade do ato que vitimou Marco Ficini, de 41 anos, reforçam essa mesma hipótese. O condutor do veículo terá investido sobre o grupo de adeptos, que chegou à Luz por volta das duas da madrugada de anteontem, com tochas e numa atitude provocatória. Houve arremesso de pedras e troca de insultos com um núcleo de adeptos do Benfica presente na rotunda Cosme Damião, onde há um monumento em tributo a um dos fundadores do emblema encarnado, que havia sido vandalizado por adeptos do Sporting. Foi então que surgiu o carro que colheu Marco Ficini. O cidadão italiano havia caído no asfalto ao tentar escapar, sendo atropelado uma e outra vez, suspeita a PJ. O grupo leonino era composto por 40 elementos, entre os quais italianos que tinham chegado horas antes a Lisboa, pertencentes à claque da Fiorentina SetteBello, com fortes ligações de amizade à Juventude Leonina, principal grupo organizado de apoio do Sporting. Perante a violência do sucedido, o grupo invasor abandonou o local e Marco Ficini estava sem vida quando chegou ao local uma equipa do INEM. A autópsia realiza-se hoje no Instituto de Medicina Legal de Lisboa.

Ontem, a PJ moveu mais diligências. O suspeito do atropelamento mortal estava já identificado e continua a ser procurado. Foram feitas buscas, inclusivamente à casa do presumível autor do crime.

De recordar que Marco Ficini estava há muito identificado pelas entidades competentes de Itália por envolvimento em casos relacionados com futebol. Os laços estreitos entre as claques dos clubes verde e branco e viola já antes haviam motivado deslocações destes a Portugal para prestar apoio ao Sporting, tendo o dérbi sido eleito para aquela que acabou por ser a última viagem de Marco Ficini. Os adeptos italianos que o acompanharam ainda estão em Lisboa, onde chegaram ontem a mãe e o irmão da vítima. O regresso a Itália acontecerá após cumpridas todas as burocracias.

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