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Roseta critica desmantelamento de seis hospitais centrais de Lisboa devido ao Hospital Oriental

Logótipo de O Jogo O Jogo 25/07/2017 Administrator

A presidente da Assembleia Municipal de Lisboa (AML), Helena Roseta, considerou que "não é aceitável" que sejam desmantelados seis hospitais da zona central da capital em prol do novo Hospital Oriental, cuja abertura está prevista para 2023.

"Para além de não se compreender como é que um hospital com 875 camas pode substituir as 1.307 do Centro Hospitalar de Lisboa Central [CHLC], não é aceitável que sejam desmantelados equipamentos hospitalares no centro da cidade em benefício de uma localização mais periférica e em prejuízo da identidade histórica de zonas e edifícios icónicos de Lisboa", apontou a independente eleita nas listas socialistas.

Numa carta enviada ao ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, datada de segunda-feira, à qual a agência Lusa teve hoje acesso, Helena Roseta vincou que "a cidade não foi ouvida e certamente não aceitará ser assim subalternizada, nem muito menos desapossada de equipamentos públicos cruciais para a sua população".

A 19 de junho, a presidente da AML enviou um primeiro pedido de esclarecimentos ao Ministério da Saúde, questionando "qual a dimensão, em número de camas e de valências, do novo hospital a construir", bem como "qual o futuro da atual rede hospitalar de Lisboa" até e após a entrada em funcionamento do novo equipamento.

A resposta chegou no dia 07 de julho, através de um ofício da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARS-LVT).

Apesar de o documento ter oito páginas, apenas uma é dedicada à nova unidade, e aos hospitais Dona Estefânia, Curry Cabral, Santa Marta, Maternidade Alfredo da Costa, Capuchos e São José, facto que Roseta assinalou e lamentou.

Na carta, a ARS-LVT refere que o novo hospital, previsto para Chelas, será "geral e polivalente, com ensino universitário, [e] deverá centralizar e substituir a maior parte da atividade atualmente assegurada nos hospitais que integram o CHLC]".

Quanto ao futuro destes hospitais, o documento aponta que o Dona Estefânia "será transformado num espaço de apoio à criança", estando também prevista para aquele espaço a construção do novo centro de saúde de Arroios.

Já a Maternidade Alfredo da Costa, "irá deixar as suas atuais funções, mantendo-se, no entanto, ao serviço da saúde", destino que se avizinha também para o Curry Cabral.

No hospital de Santa Marta está prevista a "instalação de uma unidade de cuidados de saúde primários", enquanto o São José passará a "hospital de proximidade, servindo em especial a população do centro histórico com patologias crónicas".

Apenas o Hospital dos Capuchos "não está previsto" que continue ligado à saúde, conclui o ofício.

Numa segunda carta enviada ao ministro, Helena Roseta (que é também deputada do PS à Assembleia da República) lamentou que "esta informação, crucial para a cidade de Lisboa, não venha acompanhada de nenhum estudo, nenhuma quantificação e nenhum suporte de planeamento da rede hospitalar".

A presidente da AML contestou também as alterações previstas "para as unidades incluídas no CHLC, que passam pelo seu desmantelamento ou descaracterização, e que não foram democraticamente decididas por ninguém, que se saiba".

Desta feita, protestou "veemente" a forma como "estão a ser tomadas decisões sobre um tema tão importante e sensível para a cidade".

Roseta aproveitou ainda para deixar um aviso: "durante a próxima campanha autárquica, e no mandato de quem vier a ser eleito em 01 de outubro, este será um tema central de que não abdicamos".

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